A derrota foi histórica, mas Lula não pretende recuar.
Após ver seu indicado original ao STF ser rejeitado pelo Senado, o presidente já articula um novo nome para a vaga aberta na Corte.
O movimento ocorre em meio ao aumento da tensão em Brasília e à proximidade da eleição de outubro, quando o petista tentará a reeleição.
Por que isso pesa tanto agora?
O episódio expôs não só a fragilidade da articulação do Planalto, mas também a resistência crescente a novas nomeações com perfil alinhado ao governo.
A rejeição de Jorge Messias veio depois de Lula já ter conseguido emplacar Cristiano Zanin e Flávio Dino no tribunal neste ano.
Foi justamente aí que a pressão aumentou.
Conservadores passaram a questionar o avanço de mais um aliado político para o STF, enquanto o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, defendia outro caminho para a vaga.
E qual é a nova aposta?
A ideia seria elevar o custo político de uma nova rejeição.
Ainda assim, nem dentro do entorno presidencial há certeza de que valha a pena correr o risco de outra derrota.
O ponto central é claro: a disputa pela vaga no Supremo virou mais um campo de desgaste para o governo Lula.