A derrota foi histórica, mas Lula já articula uma resposta.
Após ver Jorge Messias rejeitado pelo Senado para uma vaga no STF, o presidente passou a estudar a nomeação do atual advogado-geral da União para o Ministério da Justiça.
O gesto seria apenas administrativo?
A movimentação surge como prêmio de consolação para um aliado abatido e, ao mesmo tempo, como recado político depois de uma derrota que o governo não conseguiu evitar.
Desde o século XIX, uma indicação ao Supremo não era barrada pelo Senado.
Ainda assim, o Planalto insistiu no nome, demorou quatro meses para formalizar a mensagem ao Congresso e viu a resistência crescer.
Por que Messias virou problema?
Alegou não ter condições de lidar com integrantes do Congresso e do STF que teriam atuado contra sua nomeação.
Lula pediu que ele repensasse, mas a decisão segue de pé.
No meio da crise, aparece a contradição.
Na sabatina, Messias se posicionou contra o aborto, a favor da liberdade de imprensa e criticou abusos do Judiciário.
Mesmo assim, não escapou da derrota.
O ponto central, porém, está no cálculo político.
A ida ao Ministério da Justiça serviria não só para manter Messias no núcleo do poder, mas também para afrontar Davi Alcolumbre, apontado como peça-chave no revés do governo.