A derrota de Jorge Messias expôs uma articulação improvável no coração de Brasília.
O que parecia ser apenas mais um revés para o governo Lula no Senado ganhou contornos mais delicados nos bastidores.
Segundo relatos de fontes do STF, do Congresso e do meio jurídico, Alexandre de Moraes atuou para reforçar a campanha pela rejeição do ministro da AGU à vaga no Supremo.
Mas por que isso chama atenção?
A contradição é o centro do episódio.
De um lado, o ministro do STF.
Do outro, a tropa bolsonarista no Senado.
E, no meio, a tentativa de barrar Messias.
O motivo seria apenas político?
A eventual chegada de Messias ao Supremo era vista como um revés para Moraes e também como um ganho para André Mendonça, que trabalhou pessoalmente por votos ao aliado.
A entrada de Messias poderia mexer na correlação de forças internas da Corte, especialmente em temas sensíveis.
Perto do fim da disputa, o ponto principal ficou claro.
Ao atuar contra Messias, Moraes não apenas ajudou a impor uma derrota a Lula no Congresso, mas também bloqueou o avanço de um nome apoiado por Mendonça.
O placar confirmou o fracasso: Messias obteve 34 votos favoráveis.
Depois, Mendonça reagiu com solidariedade pública e disse que o Brasil perdeu a chance de ter um grande ministro do Supremo.