A blindagem de Alexandre de Moraes começou a rachar onde parecia mais sólida: na própria esquerda.
O movimento não surgiu de uma declaração oficial, mas de algo mais revelador no clima político atual, a mudança de tom nas redes.
Perfis influentes que antes sustentavam o ministro passaram a criticá-lo abertamente após a rejeição do nome de Jorge Messias ao STF.
O que mudou tão rápido?
A reação expôs uma contradição incômoda para o campo progressista: o ministro antes tratado como símbolo de resistência agora virou alvo de desconfiança entre antigos apoiadores.
No meio da crise, um detalhe elevou a tensão.
Perfis de grande alcance passaram a relacionar a rejeição de Messias ao inquérito do Banco Master, caso que envolve contrato de R$ 129 milhões firmado pelo escritório da esposa de Moraes com o banco.
A partir daí, a narrativa nas redes deixou de ser apenas sobre uma indicação ao Supremo e passou a girar em torno de bastidores, interesses e disputas internas em Brasília.
Mas qual é o ponto central?
O episódio revela desgaste, expõe fissuras no bloco governista e amplia a pressão sobre o STF em meio a uma crise que já ultrapassou os gabinetes e tomou conta do debate político online.