A mudança aconteceu cedo, longe dos holofotes, mas acendeu novas perguntas sobre o caso de MC Ryan SP.
O funkeiro foi transferido na manhã de quinta-feira do CDP do Belém, na zona leste da capital, para a Penitenciária 2 de Mirandópolis, no interior paulista.
Quem decidiu a mudança?
Por que isso chama atenção?
Porque Ryan estava no CDP desde 15 de abril, quando foi preso durante uma operação que investiga uma organização criminosa suspeita de movimentar mais de R$ 1,6 bilhão com lavagem de dinheiro e transações ilegais.
No meio da apuração, um detalhe pesa: a unidade de Mirandópolis abriga presos ligados ao PCC, algo comum no sistema prisional paulista.
Isso significa ligação comprovada com a facção?
Até aqui, não.
A investigação não demonstrou conexão direta, embora Ryan e pessoas de seu entorno sejam suspeitos de vínculos com a organização.
A suspeita se apoia, entre outros pontos, em repasses de produtoras de funk investigadas por lavar dinheiro do PCC para o cantor e empresas ligadas a ele.
E o que diz a defesa?
Em depoimento, Ryan afirmou que seus bens e empresas têm origem em shows, publicidade e direitos autorais, e negou operações ilícitas, uso de laranjas e ocultação de recursos.