A derrota abriu uma ferida no coração do governo Lula.
Após ter o nome rejeitado para o STF pelo Senado, Jorge Messias passou a cogitar deixar o comando da AGU, movimento que expôs o tamanho do abalo dentro do Planalto.
O que aconteceu depois?
A resposta do presidente foi imediata.
Lula pediu que Messias não tomasse decisão precipitada e insistiu para que ele permanecesse no governo.
Mas por que a crise ganhou esse peso?
Ela revelou divisões, desconfiança e uma articulação política que pegou o Planalto de surpresa.
No meio do mal-estar, surgiu uma contradição que agravou tudo.
Enquanto Messias relatava que um sonho havia sido destruído e reclamava de campanha difamatória e falta de apoio até dentro do PT, aliados de Lula passaram a defender sua ida para o Ministério da Justiça, como forma de reconhecimento.
O ponto central apareceu perto do fim da conta.
Messias recebeu só 34 votos, abaixo dos 41 necessários, e se tornou o primeiro indicado barrado para o Supremo desde 1894. Agora, além de mapear traições, o governo enfrenta um problema maior.
Se ficar na AGU, ele terá de negociar justamente com autoridades apontadas por aliados como articuladoras de sua derrota.