O jogo mudou, mas ainda está longe do fim.
As pesquisas mais recentes mostram um cenário de forte polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro, com empate técnico no segundo turno, mas o dado mais importante talvez esteja fora da disputa direta.
Afinal, o que realmente virou esse quadro?
Segundo Renato Meirelles, presidente do Instituto Locomotiva, o ponto de virada foi a consolidação de Flávio como herdeiro direto do capital político de Jair Bolsonaro.
Isso resolveu uma dúvida que rondava o ambiente político e confirmou a transferência de votos ao senador.
O efeito apareceu nas sondagens e ajudou a travar o espaço para outros nomes.
Isso significa que a eleição já está decidida?
E é aí que surge a principal contradição.
Embora Lula e Flávio concentrem a disputa, o eleitorado segue altamente volátil.
Meirelles afirma que 62% dos eleitores ainda não sabem em quem votar espontaneamente, o equivalente a cerca de 96 milhões de pessoas.
Além disso, 42% dizem que ainda podem mudar de voto.
Por que isso importa tanto?
Há outro fator pesando: a rejeição elevada dos dois lados.
Lula tem grande rejeição.
Flávio também.
Esse ambiente dificulta a consolidação antecipada e mantém a disputa aberta.
No fim, o principal retrato das pesquisas é claro: a terceira via praticamente perde espaço, mas a eleição continua indefinida.
O cenário está concentrado entre Lula e Flávio Bolsonaro, ao menos por enquanto.