A crise explodiu longe dos holofotes, mas já sacode o coração do poder em Brasília.
Jorge Messias disse a aliados que sua derrota na disputa por uma vaga no STF não foi um revés comum.
Segundo relatos, ele vê no episódio um “golpe” articulado por Alexandre de Moraes e Davi Alcolumbre, com participação atribuída também a Flávio Dino.
O que parecia apenas uma indicação frustrada virou algo maior?
A leitura dentro do governo é de que o caso deixou de ser uma disputa institucional e passou a representar um confronto político direto com o Supremo.
O tom subiu tanto que a frase repetida por integrantes do governo foi clara: “Agora é guerra”.
Mas por que a tensão aumentou tanto?
Ele afirma que a derrota foi resultado de uma ação coordenada, e não de circunstâncias do processo.
No meio da crise, um detalhe ampliou o desconforto.
A presença do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, em um jantar na véspera da sabatina que terminou com a rejeição de Messias irritou integrantes do governo.
O ponto central, porém, aparece no fim da história.
Messias não pretende recuar e sinalizou que contará com o apoio de Lula para reagir.
O episódio, assim, empurra governo e STF para uma escalada ainda mais delicada.