O cerco apertou sobre nomes centrais de uma mesma família no Rio.
Nesta sexta-feira, 1º, o Ministério Público do Estado denunciou Marcinho VP, a mulher dele, Márcia Gama Nepomuceno, e o filho Mauro Nepomuceno, o Oruam, além de outras nove pessoas, por organização criminosa e lavagem de dinheiro.
O que sustenta a acusação?
A denúncia afirma que, mesmo preso há mais de 20 anos, Marcinho VP mantinha influência na hierarquia do Comando Vermelho e seguia coordenando estratégias e a movimentação financeira da facção.
E qual seria o papel da família?
No meio da investigação, um ponto chama atenção.
Oruam aparece como beneficiário direto do esquema.
Segundo a acusação, ele recebia valores do grupo e utilizava a carreira musical para dar aparência lícita aos recursos.
A ofensiva ganhou força na quinta-feira, 30, quando a polícia cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão.
O ponto central, revelado pela denúncia, é a suspeita de um esquema familiar de ocultação de dinheiro do tráfico.