Uma decisão de Dias Toffoli voltou a acender dúvidas sobre os limites da atuação do STF.
O ministro mandou trancar, em setembro de 2025, a investigação contra o escritório Daniel Leite & Advogados Associados, alvo de apuração do Ministério Público do Maranhão por supostas irregularidades em contratos com a Câmara de Imperatriz.
O que estava em jogo?
Por que Toffoli barrou a investigação?
O ministro entendeu que o aumento foi justificável porque o volume de trabalho do escritório dobrou no período.
Também afirmou que não houve má-fé, roubo ou falha documental, já que os papéis foram entregues no prazo e aprovados pela Câmara.
No meio do caso, um ponto chama atenção.
Toffoli reforçou que câmaras e prefeituras têm liberdade para contratar advogados de confiança e criticou a tentativa do MP de substituir a avaliação do gestor público.
Mas a controvérsia não parou aí.
Daniel Leite é citado em investigação técnica da Kroll como “figura instrumental” na estrutura de negócios de Daniel Vorcaro.
E o próprio Toffoli deixou a relatoria de apurações ligadas ao Banco Master em fevereiro de 2026, após a revelação de relação comercial com Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro.
O STF foi procurado, mas não respondeu.