Virou confronto aberto dentro e fora do palco.
Marina Silva chamou de “vergonha” a derrubada do veto de Lula ao PL da Dosimetria e disse que a pena de envolvidos em ataques à democracia “não deveria ser menor, deveria ser maior”.
Mas o que provocou a reação?
Fernando Haddad foi além.
Segundo ele, a aprovação do projeto foi resultado de um “acordo” em torno da impunidade e representou uma derrota do combate à corrupção.
A crítica ganhou peso por um detalhe que expôs a contradição do momento: o relator da proposta, deputado Paulinho da Força, estava no mesmo evento em São Paulo, foi chamado para a mesa de autoridades, mas preferiu não subir ao palco.
O que muda na prática?
Também prevê redução de pena para crimes praticados em multidão, com exceção de líderes e financiadores.
A derrubada do veto foi ampla.
Na Câmara, 318 deputados votaram contra o veto de Lula, e 144 pela manutenção.
No Senado, foram 49 votos a 24. Perto do fim, ficou claro o tamanho do revés: além da crítica pública de ex-ministros, o governo sofreu sua segunda derrota em menos de 24 horas.