Flávio Bolsonaro veio a público tentar apagar o incêndio do chamado “acordão” que teria unido Senado, STF e governo para derrubar o veto de Lula ao PL da Dosimetria e, de quebra, enterrar a CPMI do Banco Master.
Em nota protocolar, o senador repudiou qualquer tentativa de ligá-lo a um acordo com Alexandre de Moraes, justamente o ministro que perseguiu Jair Bolsonaro e seus aliados.
Flávio classificou como “narrativa mentirosa” a versão divulgada pela jornalista Malu Gaspar, dizendo que ela estaria sendo usada para plantar uma história que, segundo ele, “simplesmente não existe”.
Ao mesmo tempo, porém, o próprio Flávio admitiu que a CPMI do Banco Master estava “travando a pauta” do Congresso, e que a prioridade era votar o PL da Dosimetria para aliviar a situação de presos dos atos de 8 de janeiro – projeto que, na prática, também beneficia seu pai.
Ou seja: oficialmente, não há acordo com Moraes, mas a CPI que poderia expor relações incômodas entre o sistema financeiro e a política foi convenientemente deixada de lado.
Flávio ainda mirou no verdadeiro protegido da engrenagem: o PT.
Ele lembrou que o partido de Lula se recusou a assinar a instalação da CPMI, justamente a comissão que poderia esclarecer o encontro do presidente com o banqueiro Daniel Vorcaro, reunião feita longe dos holofotes.
Segundo o senador, Lula teme ter que explicar contratos milionários envolvendo ex-ministros ligados ao banqueiro.
Enquanto isso, a grande mídia tenta colar o escândalo em Bolsonaro e transformar qualquer reação da direita em “teoria da conspiração”.
No fim, o recado que fica para o cidadão comum é claro: quando a investigação ameaça a esquerda e o entorno de Lula, tudo vira “trava de pauta”, “acordão” e “narrativa”.
Quando o alvo é a direita, o sistema corre, expõe, julga e condena em tempo recorde.
A CPMI do Banco Master continua empurrada para uma sessão conjunta do Congresso que ninguém sabe quando vai acontecer.
E o brasileiro, mais uma vez, assiste ao jogo de bastidores em que o sistema se protege e a verdade é sempre adiada.
Deixe um comentário para nossos editores.