Um episódio grave expôs, mais uma vez, como a liberdade de expressão de parlamentares vem sendo sufocada no Brasil.
Em plena Câmara dos Deputados, o general Emílio Vanderlei Ribeiro, chefe da assessoria parlamentar do ministro do Exército, partiu para cima do deputado Marcel van Hattem após o parlamentar criticar o comandante do Exército e lembrar que ele presta continência a um condenado por corrupção.
O general, em tom de ameaça, chegou a dizer que “com ele eu vou pra guerra”, numa cena totalmente incompatível com o ambiente institucional do Parlamento.
O detalhe é que isso acontece logo depois de a PGR tentar transformar o deputado em réu por discursos feitos da tribuna, onde a Constituição garante imunidade.
Ou seja: primeiro o Ministério Público tenta calar, depois um general da ativa tenta intimidar.
A Oposição pediu o afastamento imediato do militar e classificou o caso como afronta direta ao Estado de Direito e à separação de Poderes.
Enquanto isso, quem ousa criticar poderosos vira alvo, e quem protege ladrão segue blindado.