Em ato de 1º de maio em São Bernardo do Campo, Fernando Haddad voltou a criticar a taxa básica de juros, afirmando que a Selic “já deveria ter recuado mais” e que “os juros estão muito altos, não há necessidade disso”.
O Copom reduziu a taxa de 14,75% para 14,50% ao ano, movimento que o petista considera insuficiente, mesmo reconhecendo o impacto da guerra comercial de Donald Trump na economia global.
Haddad tenta se colocar como defensor dos trabalhadores, mas evita admitir que o atual patamar de juros também é consequência direta de anos de populismo fiscal, expansão desenfreada de gastos e desconfiança do mercado gerados pelos governos de esquerda que ele próprio integrou.
Sem enfrentar privilégios, desperdícios e o tamanho do Estado, o discurso contra a Selic vira apenas retórica conveniente em cima de um problema que o próprio campo político ajudou a criar.