O governo Lula incluiu no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2027 um rombo projetado de R$ 7,5 bilhões nas estatais, mas, em vez de atacar o problema, criou um truque contábil para escondê-lo.
O texto autoriza excluir até R$ 10 bilhões em despesas do cálculo do resultado primário, principalmente de empresas em “reestruturação” e gastos do Novo PAC.
Na prática, o prejuízo de estatais como os Correios — que só admitem lucro depois de 2028 — some do balanço oficial, enquanto o Tesouro pode continuar socorrendo essas empresas fora do radar do arcabouço fiscal.
O buraco cresce, a transparência encolhe e a conta segue nas costas do contribuinte.