O governo Lula (PT) sofreu duas derrotas simbólicas e raras no Congresso na mesma semana.
Primeiro, senadores rejeitaram de forma histórica o nome de Jorge Messias, indicado de Lula para o Supremo Tribunal Federal.
Em seguida, deputados e senadores derrubaram o veto presidencial à lei que reduz penas dos condenados pelos atos de 8 de janeiro, contrariando diretamente a posição do Planalto.
Esses reveses políticos se somam ao cenário eleitoral apertado.
A média das seis principais pesquisas de segundo turno divulgadas em abril mostra Flávio com 44,8% e Lula com 44,3%.
Lula aparece numericamente à frente em dois institutos, enquanto Flávio lidera em quatro.
Nas simulações de primeiro turno, Lula ainda lidera numericamente, mas com vantagem limitada, de até cinco pontos.
Até plataformas de previsão e apostas, hoje proibidas no Brasil, vinham indicando queda consistente na probabilidade de vitória de Lula, reforçando a leitura de que sua reeleição tende a ser cada vez mais difícil.