Uma auditoria do TCU revelou que a lentidão do Ministério da Saúde no governo Lula para fechar a compra de 10 milhões de doses da Coronavac em 2023 resultou em um prejuízo estimado de R$ 260 milhões.
A negociação se arrastou por sete meses, enquanto o Instituto Butantan alertava oficialmente, em maio e setembro, que o prazo de validade dos lotes fabricados em março estava correndo.
Mesmo sabendo da baixa adesão à vacina e de que a Coronavac já estava praticamente em desuso no SUS, o governo aceitou doses com validade curta e ainda isentou o Butantan de trocar frascos com prazo inferior ao previsto em contrato.
O resultado: cerca de 8 milhões de doses nunca saíram do armazém e foram incineradas, e das 2 milhões distribuídas, apenas 260 mil foram aplicadas, o que pode significar perda de até 97% do total adquirido.
O Ministério tentou atribuir o fracasso à “desinformação”, mas os auditores rejeitaram o argumento e apontaram morosidade e falha de coordenação na gestão da compra.