Lula lançou o Desenrola 2.0 para renegociar dívidas de famílias, empresas, estudantes e empreendedores rurais, com promessa de desnegativar débitos de até R$100. No discurso, disse que “é muito bom que o povo tenha capacidade de se endividar”, desde que com responsabilidade, e atacou o mercado por transformar inadimplentes em “clandestinos”.
O problema é que o cenário não combina com o tom triunfal: são 82,8 milhões de brasileiros negativados, inflação corroendo renda e juros altos sufocando quem produz.
A MP surge justamente quando a desaprovação de Lula bate 61% e pesquisas apontam Flávio Bolsonaro empatando ou vencendo o petista em 2026. Fica difícil não enxergar o Desenrola 2.0 menos como política séria e mais como tentativa desesperada de limpar não só o nome no Serasa, mas a imagem desgastada do governo.