O próximo presidente da República terá poder direto sobre o futuro do Supremo Tribunal Federal.
Três ministros se aposentarão até 2030: Luiz Fux, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes.
Além disso, a vaga aberta com a saída antecipada de Luís Roberto Barroso virou campo de guerra.
A rejeição de Jorge Messias pelo Congresso mostrou resistência ao plano de Lula de lotear o STF com aliados de confiança máxima, como já fez com Cristiano Zanin e Flávio Dino.
A oposição agora tenta segurar novas indicações para que o próximo presidente — possivelmente alguém alinhado à direita, como Flávio Bolsonaro — possa indicar nomes de perfil mais conservador e reequilibrar uma Corte vista por muitos como politizada e inclinada à esquerda.
Com até quatro cadeiras em jogo, mais de um terço do Tribunal pode mudar, afetando diretamente decisões sobre corrupção, eleições, liberdade de expressão e o próprio rumo da política brasileira.