A corrida pelos concursos públicos, impulsionada por salários até 71,7% maiores que na iniciativa privada, está custando caro para a saúde mental dos candidatos.
Segundo o psicólogo Rafael Vieira, da edtech Gran, ansiedade, estresse crônico e depressão são cada vez mais comuns entre concurseiros.
O medo de fracassar, a concorrência pesada, a instabilidade econômica e a cobrança da família criam um ambiente de pressão constante.
Muitos passam horas estudando sem descanso, lazer ou sono adequado, o que gera esgotamento, dificuldade de concentração, procrastinação e até sintomas físicos, como dores de cabeça, problemas gastrointestinais e distúrbios de sono.
Reprovações frequentes alimentam pensamentos de incapacidade, derrubam a autoestima e fazem o candidato se sentir refém da situação, como se qualquer resultado diferente da aprovação fosse inaceitável.
Especialistas defendem que o estudo para concurso precisa incluir pausas, sono de qualidade, alimentação adequada e apoio emocional, porque mente sobrecarregada rende menos e transforma o sonho da estabilidade em sofrimento silencioso.