O ministro Gilmar Mendes citou o escândalo do Banco Master para afirmar que é “miopia” responsabilizar apenas o STF pela crise de confiança nas instituições.
Ele defendeu uma reforma ampla do Estado, falando em emendas parlamentares, sistema eleitoral, CPIs e transparência.
O problema é que o caso Master atinge justamente o topo: negócios milionários envolvendo ministros do STF, uma CVM que sabia de irregularidades e não agiu com rapidez, e um Estado que arrecada bilhões em taxas, mas não estrutura o órgão que deveria fiscalizar o mercado.
Enquanto isso, pesquisas mostram 75% da população confiando menos no STF.
O discurso é de reforma, mas o sentimento do povo é de que quem está no poder fala em “sistema” para não encarar a própria responsabilidade.