Rejeitado para uma vaga no Supremo Tribunal Federal, o ministro Jorge Messias segue à frente da Advocacia-Geral da União, mas com um contracheque que escancara o abismo entre a cúpula do Estado e o cidadão comum.
De janeiro a março, ele recebeu mais de R$ 83,1 mil em penduricalhos, somando “verbas indenizatórias” e “distribuição de saldo de horários advocatícios”.
A remuneração básica bruta passa de R$ 78 mil, mas o abate-teto reduz o valor.
Na prática, porém, o salário é turbinado por adicionais que premiam quem já está no topo, enquanto o brasileiro médio, com renda em torno de R$ 3,7 mil, levaria quase dois anos para alcançar o que Messias recebeu em apenas 90 dias.
O caso expõe o discurso social da esquerda contrastando com a manutenção de privilégios na alta burocracia.