O CEO da Quaest, Felipe Nunes, mostrou que a eleição entre Lula e Flávio Bolsonaro está longe de estar decidida.
As pesquisas indicam que 43% dos eleitores ainda podem mudar de voto, mesmo com os dois concentrando quase 80% das intenções em cenários de segundo turno.
Segundo Nunes, esse “eleitor pêndulo” é formado por independentes, jovens menos ideológicos e pessoas que rejeitam tanto o lulismo quanto o bolsonarismo radical, buscando uma alternativa mais moderada.
Ele também apontou que, apesar de indicadores econômicos positivos, o brasileiro não sente melhora real no bolso por causa do endividamento e do alto custo de vida.
A disputa deve ser decidida pela rejeição a Lula e à família Bolsonaro, com Flávio começando a ser visto como mais moderado que o restante do clã.
Regiões como São Paulo, Belo Horizonte, Salvador e Baixada Fluminense serão decisivas, assim como o voto de jovens e mulheres, que hoje rejeitam mais a polarização tradicional.