A Seleção Brasileira acaba de viver um dos maiores vexames da sua história: eliminação para a Noruega, 11º lugar na Copa e a pior campanha em 92 anos.
Em qualquer país sério, isso geraria uma faxina geral na cúpula do futebol.
Na CBF, virou motivo para prêmio.
Em vez de demitir Carlo Ancelotti, técnico de estilo reativo que nunca combinou com a tradição ofensiva do Brasil, a entidade decidiu renovar seu contrato até 2030, justamente quando o país pode completar 28 anos sem levantar a taça.
O ciclo já vinha marcado por caos administrativo, entra e sai de presidentes, decisões por liminar e uma classificação nas eliminatórias garantida mais pelo formato do torneio do que por mérito em campo.
A convocação virou espetáculo de marketing, com direito a pressão por nomes como Neymar e a exclusão sem explicação de jogadores que vinham bem.
Para completar o retrato do descompromisso, o avião fretado pela CBF para trazer a delegação de volta ao Brasil pousou praticamente vazio, com apenas dois jogadores a bordo.
Enquanto o povo pinta ruas, veste verde e amarelo e lota bares e praças, a CBF responde ao fracasso blindando cartolas e garantindo contrato longo para um técnico que não entregou resultado nem identidade de jogo.
O recado é claro: a paixão do torcedor é usada como combustível, mas quem manda na Seleção continua sendo um pequeno grupo que não paga a conta do próprio desastre.