O ministro de Lula, Guilherme Boulos (PSOL), partiu para o ataque contra o presidente argentino Javier Milei após o anúncio de que ele virá ao Brasil participar de um evento que deve oficializar Flávio Bolsonaro como candidato à Presidência.
Boulos chamou Milei de “imbecil” e acusou o argentino de interferência na eleição brasileira.
A reação expõe a seletividade da esquerda: quando é Milei apoiando um candidato de direita, vira escândalo; quando são aliados ideológicos de Lula, como ditadores e caudilhos da região, subindo em palanque petista, é tratado como “integração latino-americana”.
A presença de Milei, com discurso de liberdade econômica e crítica ao socialismo, incomoda justamente o campo político que sempre usou apoio estrangeiro para se fortalecer internamente.