Lula e o PT montaram uma estratégia específica para tentar recuperar espaço entre os evangélicos, hoje majoritariamente alinhados à direita.
O plano é simples: esconder ao máximo temas como aborto, casamento entre pessoas do mesmo sexo e linguagem neutra, justamente as pautas que a esquerda sempre abraçou e que afastam o eleitor cristão.
No lugar disso, o partido quer associar programas sociais a “valores verdadeiramente cristãos” e dizer que se preocupa com família, fome e justiça social, tentando disputar o terreno que Bolsonaro consolidou com o lema “Deus, pátria e família”.
Ao mesmo tempo, dirigentes do PT afirmam que não vão usar a fé politicamente, enquanto organizam núcleos em todos os estados para atuar diretamente dentro das comunidades evangélicas.
A mesma estratégia já foi testada antes e não deu muito resultado, mas o partido insiste em reapresentar Lula como aliado dos cristãos justamente em ano eleitoral.