O PT montou uma operação nacional para tentar reduzir a vantagem da direita entre os cerca de 50 milhões de evangélicos.
Com Lula em desvantagem para Flávio Bolsonaro nesse público, o partido criou núcleos evangélicos nos 27 estados para organizar encontros, apresentar programas sociais e associar o governo a valores cristãos, como combate à fome e justiça social.
Ao mesmo tempo, a sigla decidiu esconder na campanha suas pautas mais rejeitadas pelos fiéis, como legalização do aborto, casamento entre pessoas do mesmo sexo e linguagem neutra.
A estratégia tenta aproveitar o desgaste momentâneo de Flávio Bolsonaro, envolvido no caso Banco Master e em conflito público com Michelle Bolsonaro, e a dispersão do apoio de líderes religiosos, que hoje se dividem entre manter o alinhamento a Jair Bolsonaro, buscar novos nomes da direita ou tentar afastar a política dos púlpitos.