O Superior Tribunal de Justiça abriu sindicância interna que identificou suspeitas de intermediação de interesses em decisões da Corte envolvendo a advogada Caroline Azeredo.
O relatório cita depoimentos do presidente da Câmara Legislativa do DF, Wellington Luiz, de sua esposa e do ex-companheiro de Caroline, o advogado Rodrigo Alencastro.
Eles relataram oferta de influência em um processo específico (AREsp 2.377.930/DF), ligado a disputa judicial de Wellington contra uma estatal do DF.
A apuração levou à exoneração do assessor Márcio Toledo, do gabinete da ministra Nancy Andrighi.
Azeredo nega qualquer irregularidade, diz que nunca foi alvo formal da investigação, atribui as acusações a retaliação pessoal do ex-companheiro e afirma que o procedimento contra ela na OAB-DF foi arquivado por falta de provas.