Em entrevista ao Estadão, Michel Temer, ex-presidente e professor de Direito Constitucional, afirmou que o caminho para pacificar o país é “seguir rigorosamente a Constituição”.
Ele criticou, sem citar nomes, decisões do STF que contrariam o texto constitucional, como julgamentos sem foro adequado, desrespeito à imunidade parlamentar por “quaisquer palavras” e restrições à liberdade de expressão, inclusive na internet.
Temer destacou que, quando cláusulas pétreas não são observadas, não se pode falar em pleno Estado Democrático de Direito.
As declarações ganham peso político porque o próprio Temer foi o responsável por indicar Alexandre de Moraes ao Supremo, hoje no centro das decisões mais polêmicas sobre esses temas.