O STF autorizou investigar o perito da PF João Cláudio Nabas, acusado de compilar e vazar dados que citam Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, extraídos do celular de um banqueiro investigado, com contratos envolvendo familiares de ministros.
Em vez de tratar o servidor como possível testemunha sobre eventuais irregularidades, a Corte o coloca na mira, repetindo o que já ocorreu com servidores da Receita, do Coaf e com o ex-assessor do TSE Eduardo Tagliaferro.
Especialistas alertam que, quando o sistema pune quem revela informações de interesse público sobre a cúpula do poder, instala-se uma espécie de omertà institucional, desestimulando denúncias internas e enfraquecendo o combate à corrupção nos altos escalões.