Nesta semana termina o prazo definido pelo governo Donald Trump para decidir se aplica uma tarifa extra de 25% sobre produtos brasileiros, que pode elevar a taxação total a 37,5% em parte das exportações.
A medida foi proposta após investigação do Escritório Comercial dos EUA, que acusa o Brasil de práticas ilegais em comércio digital, serviços de pagamento como o Pix, tarifas preferenciais, falhas em proteção de propriedade intelectual, barreiras ao etanol e problemas ambientais, incluindo desmatamento ilegal.
Outra investigação, sobre trabalho forçado em 60 países, pode acrescentar mais 12,5% para o Brasil.
Enquanto 335 empresas, entidades e até pessoas físicas enviaram manifestações ao órgão americano, o governo Lula não enviou representantes à audiência em Washington, o que gerou críticas da oposição, especialmente de Flávio Bolsonaro, que participou do encontro e acusou o Planalto de explorar politicamente o tarifaço em plena pré-eleição.