Os Estados Unidos apertaram de vez o cerco contra ditaduras e grupos de esquerda na América Latina – e, goste Lula ou não, o efeito respinga direto em Brasília.
A ofensiva liderada por Marco Rubio, secretário de Estado do governo Trump, mira Cuba, Nicarágua e Venezuela, mas traz um recado claro: acabou a era em que terrorismo de extrema-esquerda era tratado como “delírio da direita”.
Rubio jogou isso na cara de dezenas de países em Washington e ainda divulgou relatório lembrando o apoio do regime cubano a organizações armadas, inclusive no Brasil.
Primeira pergunta que muita gente faz: "Por que isso atinge Lula agora?
" Porque, mesmo sem acusar guerrilhas ativas no Brasil hoje, o relatório reacende o passado de parte da esquerda brasileira ligada a Cuba e à luta armada.
E quem é o principal símbolo político dessa esquerda no poder?
Lula.
Isso coloca o governo numa vitrine desconfortável justamente quando ele insiste em defender Cuba e Venezuela em plena crise internacional.
Outra dúvida que explode nas redes: "E a ligação da esquerda com Cuba?
Analistas lembram que isso não transforma o PT em organização terrorista, mas reabre um debate que a esquerda tentou enterrar.
Quando Washington volta a falar de terrorismo de esquerda, qualquer laço histórico com Cuba vira peso político – e Lula sabe disso.
Muita gente pergunta indignada: "Por que só agora falam de terrorismo de esquerda?
Enquanto a direita era demonizada, grupos armados de esquerda eram relativizados como “resistência”.
Agora, com Trump endurecendo contra regimes autoritários, esse ponto cego está sendo arrancado à força.
Outra questão que surge: "O que muda com Trump na região?
" A estratégia é clara: isolar ditaduras de esquerda, ampliar sanções, reforçar inteligência, bloquear financeiramente e pressionar em instâncias internacionais.
Cuba, Nicarágua e Venezuela já sentem o tranco.
A captura de Nicolás Maduro e de sua mulher na Venezuela, sob acusação de narcotráfico e ameaça à segurança nacional, foi o recado mais duro: não é mais só discurso, é ação direta.
Daí vem outra pergunta incômoda: "Onde Lula se encaixa nesse tabuleiro?
" No exato momento em que os EUA prendem Maduro, Lula é o mesmo presidente que, em 2023, recebeu o ditador em Brasília com tapete vermelho e ainda disse que havia uma “narrativa de antidemocracia e autoritarismo” contra a Venezuela.
Ou seja: enquanto Washington trata Maduro como ameaça, Lula o trata como vítima de narrativa.
Esse contraste não passa despercebido.
O público também quer saber: "Lula está mesmo isolando o Brasil?
" A piora nas relações com Washington mostra que o clima azedou.
Divergências sobre Cuba e Venezuela se acumularam, o discurso antiamericano de Lula cresceu, ele atacou o dólar, correu para os Brics, se aproximou de China, Rússia e até Irã.
Resultado: tarifas pesadas sobre produtos brasileiros, justificadas por “trabalho forçado”, atingindo o Brasil e mais de 40 países.
O Planalto grita que é perseguição política, mas os EUA respondem que é reação a práticas desleais.
Outra pergunta que não quer calar: "Rubio está mirando Lula diretamente?
" As trocas de farpas mostram que o embate já é pessoal.
Rubio culpou Lula pelo fracasso nas negociações para evitar tarifaço e disse que o presidente colocou o próprio ego acima do povo.
Lula reagiu chamando Rubio de “latino-americano frustrado” e insinuou que Washington quer ajudar Flávio Bolsonaro na eleição.
Chegou a desafiá-lo a apoiar publicamente o filho de Bolsonaro.
O problema é simples: bater em Rubio pode render aplauso interno, mas não muda o fato de que quem controla sanções e pressão internacional está do lado dele, não de Lula.
A direita pergunta com ironia: "Cadê o discurso de ‘democracia’ da esquerda?
" Enquanto Trump e Rubio apertam ditaduras, a esquerda brasileira continua abraçada a Cuba, Venezuela e Nicarágua em nome de uma suposta “soberania” e “diálogo”.
O terceiro mandato de Lula reforçou esse contraste: condena sanções a Cuba, critica ações contra a Venezuela e posa de mediador, mas sempre do lado dos regimes autoritários.
Fica difícil vender a imagem de defensor da democracia quando seus melhores amigos são ditadores.
Outra dúvida que começa a crescer: "Os EUA podem mirar políticos brasileiros?
" Especialistas dizem que, por enquanto, o alvo são regimes autoritários e redes ligadas a eles.
Mas admitem algo preocupante para a esquerda: conceitos como “extrema-esquerda” e “terrorismo” podem ser ampliados conforme o interesse estratégico.
Se o debate sobre terrorismo de esquerda ganhar força, qualquer ligação histórica com Cuba, guerrilha ou apoio a ditaduras passa a ser um problema real – e não mais uma “teoria da conspiração da direita”.
Por fim, a pergunta que fica no ar: "Quem perde mais com essa ofensiva?
" A direita e centro-direita avançam eleitoralmente na região, aproximam-se de Washington e defendem liberalismo econômico e conservadorismo de costumes.
Já a esquerda, presa ao romantismo de Cuba e à defesa de Maduro, corre o risco de ficar do lado errado da história – e da geopolítica.
Se os EUA realmente forem até o fim nessa linha, Lula e seus aliados terão que escolher: continuar abraçados a ditaduras em nome da narrativa ou encarar o custo de bater de frente com a maior potência do mundo em plena crise econômica.