Lula decidiu não ir às posses dos novos presidentes de direita do Peru, Keiko Fujimori, e da Colômbia, Abelardo de la Espriella.
Preferiu ficar no Brasil, alegando “compromissos internos” e agenda de campanha.
Justo agora, quando a direita volta a comandar a maior parte da população da América do Sul.
A pergunta que muita gente faz é: por que Lula não foi?
A resposta oficial é simples: período eleitoral, foco interno, menos viagens.
Mas a resposta política é bem mais incômoda para o PT.
A nova direita sul-americana está crescendo, ganhando espaço e votos, enquanto o projeto de esquerda vai encolhendo.
E Lula, que sempre adorou palco internacional, de repente resolve sumir justamente nas posses de dois direitistas.
Muita gente se pergunta: Lula tem medo de foto constrangedora?
Sim, porque aparecer sorrindo ao lado de Keiko Fujimori e Espriella seria o fim da narrativa de que a direita é sempre “ameaça à democracia”.
Como Lula explicaria isso à própria militância?
Como manter o discurso de que só a esquerda é legítima, se ele estiver aplaudindo a posse de quem derrotou a esquerda nas urnas?
Outra dúvida que surge é: cadê o tal diálogo com todos?
Lula vive repetindo que conversa com todos os lados, que é o grande articulador da região.
Mas, na prática, quando a direita vence, ele manda recado por ministro.
No Peru, quem vai é Mauro Vieira.
Na Colômbia, nem isso está definido.
Fica a sensação de que, quando é governo amigo, Lula corre para abraçar.
Quando é direita, ele se esconde atrás da agenda.
O público também quer saber: Lula está isolado na América do Sul?
A verdade é que o mapa político da região mudou.
Sete de 12 países da América do Sul estarão sob comando de lideranças de direita, representando mais da metade da população.
Enquanto isso, a esquerda perde espaço e tenta manter o discurso de que ainda lidera o continente.
A ausência de Lula nas posses só reforça a imagem de um projeto que não aceita bem a derrota nas urnas.
Outra questão é: por que Lula só viaja para a ONU?
Ou seja, para o palco global, ele vai.
Para prestigiar a vitória da direita vizinha, não.
Isso mostra prioridade política clara: discurso bonito em fórum internacional vale mais do que encarar de frente a nova correlação de forças na região.
Muitos se perguntam também: e o papo de respeitar o resultado das urnas?
Lula até publicou mensagens reconhecendo as vitórias no Peru e na Colômbia.
Mas uma coisa é tweet protocolar, outra é estar presente na posse, olhar no olho e admitir, na prática, que a direita venceu e vai governar.
A ausência manda outro recado: aceito, mas de longe.
Outra pergunta incômoda: por que Lula abraça ditaduras, mas evita direitistas eleitos?
Quando é para se aproximar de regimes autoritários de esquerda, o governo petista não demonstra esse constrangimento todo.
Já quando a direita vence de forma democrática, o clima muda.
Isso expõe uma seletividade que o eleitor conservador já enxerga há muito tempo: não é sobre democracia, é sobre ideologia.
O eleitor também quer entender: o que a nova direita vai cobrar de Lula?
Keiko Fujimori e Espriella já sinalizaram que querem cooperação com o Brasil.
Ou seja, não são eles que estão fechando portas.
A bola está com Lula.
Ao faltar às posses, ele começa a relação com um gesto frio, que pode cobrar seu preço mais à frente, seja em acordos econômicos, fronteira, segurança ou integração regional.
Outra dúvida é: a esquerda aguenta ver a virada de perto?
A cada nova eleição vencida pela direita, fica mais difícil sustentar o discurso de que o povo só vota certo quando escolhe a esquerda.
A ausência de Lula nas posses parece mais um sintoma de quem não quer encarar essa realidade de frente.
Por fim, muitos perguntam: o que essa escolha revela sobre o futuro?
Revela um governo que fala em diálogo, mas pratica distância seletiva.
Que diz respeitar a democracia, mas evita celebrar vitórias que não são suas.
E que, diante da nova direita sul-americana, prefere se esconder atrás da agenda de campanha do que admitir que o jogo político na região mudou – e mudou sem pedir licença ao PT.