O tarifaço dos Estados Unidos contra produtos brasileiros começou a bater direto na economia real, e a reação do governo Lula não foi arrumar a casa, negociar melhor ou assumir responsabilidade.
A resposta foi montar um mutirão de propaganda: os chamados “porta-vozes de Lula” foram convocados para inundar as redes com ataques à oposição e um discurso pronto de que a culpa é da direita.
Por que sempre culpam a direita?
Porque é mais fácil criar um inimigo interno do que explicar ao trabalhador por que calçados, máquinas, equipamentos, peças, confecções e químicos vão enfrentar uma sobretaxa que pode chegar a 37,5%.
Em vez de encarar o problema, o governo prefere gritar “traidores da pátria” e apontar o dedo para a família Bolsonaro e aliados, como se isso resolvesse um centavo do prejuízo.
Quem realmente está entregando o Brasil?
O próprio material distribuído pelo grupo de Lula fala em “Recado aos traidores da Pátria”, promete que “o Brasil não se entrega” e tenta vestir o governo de herói nacionalista.
Só que, na prática, o que o trabalhador vai ver é emprego ameaçado, exportação sufocada e custo aumentando.
A narrativa é de soberania, mas o resultado é tarifaço pesado e economia sangrando.
Por que chamam propaganda de verdade?
O deputado Pastor Henrique Vieira, do PSOL, pediu “verdade em massa” para enfrentar o que ele chama de “fake news em massa”.
Na prática, é uma convocação para militância digital: repetir o mesmo discurso, culpar a oposição, blindar Lula e transformar qualquer crítica em “desinformação”.
Quando o governo decide o que é verdade e manda espalhar em grupo organizado, isso não é debate, é campanha permanente.
Por que o trabalhador paga essa conta?
Enquanto o ministro da Indústria e Comércio confirma a dupla taxação sobre setores estratégicos, o discurso oficial tenta empurrar a responsabilidade para a oposição.
Dizem que aliados de Bolsonaro “aplaudem a covardia” do tarifaço.
Mas quem está no poder, quem negocia, quem define a postura do Brasil lá fora é o governo Lula.
A conta não chega no gabinete, chega na fábrica, no campo, no comércio.
Por que soberania virou palavra vazia?
Nos vídeos dos porta-vozes, repetem que é preciso “defender a nossa soberania” e que isso é “nossa liberdade”.
Mas soberania não é slogan de vídeo editado, é resultado de política séria, segurança jurídica, respeito a contratos e credibilidade internacional.
Se o país leva tarifaço por suposta falha em combate ao trabalho forçado e prática anticoncorrencial, a pergunta é direta: quem está falhando na condução do país?
Por que sempre atacam as cores da bandeira?
Henrique Vieira acusa a direita de “sequestrar as cores da nossa bandeira” e de praticar “falso patriotismo”.
É a velha tentativa de desmoralizar qualquer símbolo que lembre o movimento conservador.
Só que agora vão além: tentam colar a imagem de “traidor da pátria” em quem critica o governo, enquanto usam a máquina de comunicação para blindar Lula e transformar tarifaço em arma política.
Por que chamam crítica de entreguismo?
O truque é simples: qualquer discordância vira entrega ao estrangeiro, qualquer cobrança vira traição.
Assim, o governo se coloca como único defensor do Brasil, mesmo quando é justamente na sua gestão que o país sofre sanções e sobretaxas pesadas.
Por que a esquerda foge do próprio histórico?
O mesmo campo político que sempre relativizou ditaduras amigas, que tratou regimes autoritários como parceiros estratégicos, agora posa de guardião da soberania contra os Estados Unidos.
A narrativa tenta apagar anos de alinhamento ideológico e transformar tudo em uma guerra entre “patriotas de esquerda” e “traidores de direita”.
Mas o tarifaço não é meme, é realidade econômica.
Por que a oposição vira bode expiatório?
O governo e seus aliados acusam diretamente familiares de Bolsonaro e sua base de serem “responsáveis” pelas novas taxas.
Só que não apresentam prova concreta de que a política externa atual não tenha peso nisso.
É mais uma tentativa de reescrever os fatos: se algo dá errado, a culpa é sempre do governo anterior, da extrema direita, de quem usa verde e amarelo.
Por que querem furar só uma bolha?
No fim, Henrique Vieira convoca os militantes para “furar a bolha da desinformação”.
Mas a bolha que realmente incomoda o governo é a de quem olha para o bolso, para o emprego e para a empresa que exporta.
Essa bolha não se convence com vídeo pronto e palavra de ordem.
Ela quer saber quem deixou o Brasil vulnerável a um tarifaço desse tamanho e por que, em vez de solução, o que vem é mais propaganda e mais ataque à oposição.
Enquanto isso, o país assiste: tarifaço subindo, governo culpando a direita, militância digital sendo acionada e o trabalhador, mais uma vez, ficando com a parte mais pesada da conta.