O Tribunal de Contas da União jogou no ventilador aquilo que muita gente já desconfiava: no governo Lula, as estatais que deveriam se sustentar sozinhas viraram um rombo bilionário, e o dinheiro para tapar esse buraco saiu direto das políticas públicas que o próprio PT vive dizendo defender.
Enquanto na gestão Bolsonaro essas mesmas estatais não dependentes – como Correios, Infraero, Eletronuclear e Casa da Moeda – fecharam o período com superávit de R$ 17,46 bilhões, agora, sob Lula, o cenário virou do avesso: já são R$ 18,48 bilhões de déficit entre 2023 e maio de 2026. Ou seja: em poucos anos, o governo petista conseguiu destruir o que vinha dando resultado positivo.
E aí surge a primeira pergunta que o brasileiro faz: "Por que estatais viraram buraco agora?
Em vez de gestão, o que se vê é abandono e improviso.
Outra dúvida explode na cabeça de quem paga a conta: "Cadê a tal gestão responsável petista?
" O próprio parecer do TCU mostra que, para acomodar o rombo das estatais, o governo teve de cortar 91% do contingenciamento diretamente para cobrir esses déficits.
Resultado: ministérios tiveram de refazer planejamentos, programas foram travados e políticas públicas ficaram sem dinheiro.
Diante disso, muita gente se pergunta: "Quem está pagando essa farra toda?
O Tesouro, que deveria financiar serviços e investimentos para a população, está sendo usado para socorrer empresas que, em tese, deveriam andar com as próprias pernas.
O que era para ser caixa para saúde, segurança, infraestrutura, vira remendo de má gestão.
E não para por aí.
Outra questão inevitável é: "O governo está maquiando os números fiscais?
" O TCU aponta que a meta formal de déficit das estatais só foi cumprida por fatores conjunturais, como o atraso na contratação de empréstimo pelos Correios, que empurrou despesas para frente e deu uma aparência melhor aos números.
Ou seja, não é milagre de gestão, é truque de calendário.
Diante desse quadro, o eleitor se vê obrigado a perguntar: "Por que na época de Bolsonaro dava lucro?
" Os dados do Banco Central são claros: em 2019, 2021 e 2022, as estatais não dependentes fecharam no azul, com bilhões de superávit.
Houve um único ano negativo, 2020, em plena pandemia.
No conjunto do mandato, o saldo foi positivo.
Já com Lula, a sequência é de déficits crescentes ano após ano.
Isso leva a outra inquietação: "O que mudou com a volta do PT?
" Mudou a forma de tratar estatais: voltaram indicações políticas, interferências e a velha lógica de usar empresa pública como extensão de governo, não como patrimônio do país.
O TCU fala em "deficiência sistêmica" na supervisão ministerial.
Em bom português: ninguém cuida direito, ninguém cobra resultado, ninguém assume responsabilidade.
Com tantos alertas, surge mais uma pergunta: "As políticas públicas estão sendo sacrificadas?
" Sim.
O próprio tribunal afirma que o rombo das estatais impôs restrições orçamentárias a órgãos responsáveis por políticas públicas, exigindo replanejamento forçado e afetando a continuidade de programas governamentais.
Ou seja, o dinheiro some no ralo das estatais e falta na ponta, onde o cidadão sente.
Diante da comparação direta entre governos, outra dúvida aparece: "Por que a mídia não cobra isso?
" Porque admitir que as estatais iam melhor antes e pior agora desmonta a narrativa de que o PT é o grande gestor do Estado.
Expor esses números é reconhecer que o discurso de "defesa do público" virou, na prática, defesa de estruturas ineficientes que drenam recursos da população.
E aí vem a pergunta que não quer calar: "Quem lucra com estatais quebradas?
" Certamente não é o contribuinte.
Quando empresas públicas se tornam dependentes do Tesouro, abrem espaço para mais barganha política, mais cargos, mais influência de grupos aliados.
A conta é socializada, o prejuízo é coletivo, mas o controle fica concentrado nas mãos de quem está no poder.
Por fim, diante do silêncio oficial, surge a última questão: "Lula vai explicar esse rombo bilionário?
" Até agora, a resposta do governo foi apenas dizer que "mantém diálogo" com o TCU.
Nenhum plano concreto, nenhuma autocrítica, nenhuma mudança estrutural anunciada.
Enquanto isso, o déficit cresce, as políticas públicas encolhem e o brasileiro continua pagando a conta de uma gestão que prometeu responsabilidade, mas entrega descontrole.
Esses dados do TCU não são opinião, são números oficiais.
Eles desmontam a narrativa de que o problema é sempre "herança" ou "conjuntura".
Mostram que, quando o PT volta ao comando das estatais, o filme se repete: rombo, improviso, maquiagem e corte em quem mais precisa.
E a pergunta que fica para o leitor é: até quando o Brasil vai aceitar que a ideologia venha antes da responsabilidade com o dinheiro público?