Um estudo da gestora Kinitro jogou luz exatamente onde o governo Lula mais teme: o bolso do brasileiro.
O levantamento mostra que, quando o poder de compra cai 1 ponto percentual, a avaliação positiva do governo despenca 0,4 ponto em apenas um trimestre.
E o pior para o Planalto: a inflação dos alimentos simplesmente anula qualquer propaganda de emprego e renda.
É por isso que Flávio Bolsonaro foi direto ao ponto e entrou no supermercado.
Enquanto a esquerda tenta vender a ideia de “economia forte”, o senador do PL fez o que o povo faz todo dia: pegou o carrinho, olhou etiqueta por etiqueta e comparou preços.
E aí surge a primeira pergunta que o brasileiro se faz: "Por que comida está tão cara hoje?
".
A resposta é simples: porque a inflação de alimentos corrói o salário antes mesmo do fim do mês, e o estudo mostra que isso bate direto na popularidade de quem está no poder – hoje, Lula.
O governo sentiu o golpe.
Não demorou nem alguns dias para Guilherme Boulos, agora ministro de Lula, ser escalado às pressas para tentar desarmar o estrago.
Em vez de discutir o drama real da população, Boulos partiu para o ataque pessoal, chamando Flávio de mentiroso e acusando manipulação de preços.
E aí vem outra pergunta incômoda: "Por que governo reage tão rápido assim?
".
Porque o estudo da Kinitro deixa claro que a inflação dos alimentos é munição pesada em campanha presidencial – e Flávio acertou exatamente nesse alvo.
Boulos tentou mudar a regra do jogo dizendo que a comparação correta deveria ser com 2022, fim do mandato de Jair Bolsonaro, e não com 2019. Mas o brasileiro olha para a própria geladeira, não para planilha de ministério.
Surge então mais uma dúvida na cabeça de quem paga a conta: "Quem está falando a verdade aqui?
O estudo não entra na briga de versões, mas mostra o que realmente importa: quando a comida pesa no orçamento, o discurso oficial desmorona, seja de esquerda ou de direita.
A Kinitro ainda expõe outro ponto que o PT evita admitir em público: o bem-estar da população hoje está abaixo da memória de consumo que as famílias tinham entre 2010 e 2015, auge da bonança petista.
Naquela época, o brasileiro médio conseguia comprar quase três cestas básicas com a renda líquida.
Hoje, esse poder caiu cerca de 20%.
E aí vem a pergunta que não quer calar: "Cadê aquela vida boa prometida?
Ela ficou no passado, enquanto o governo tenta reviver um tempo que não volta mais.
Esse buraco entre a propaganda e a realidade explica por que o tema alimentos virou campo de guerra eleitoral.
Flávio Bolsonaro percebeu que não adianta discutir apenas PIB, juros e dólar se o feijão, o arroz e a carne continuam escapando do prato.
E o estudo confirma: a inflação dos alimentos neutraliza os tais “indicadores positivos” que o governo insiste em exibir.
Daí nasce outra inquietação do eleitor: "De que adianta dado bonito no jornal?
".
De nada, se o carrinho do mercado volta cada vez mais vazio.
Quando Boulos chama Flávio de manipulador, tenta colar no adversário a imagem de quem engana o povo.
Mas o próprio estudo mostra que a maior enganação é fingir que está tudo bem porque alguns números macroeconômicos melhoraram.
O brasileiro olha para o mês e pergunta: "Por que meu salário não acompanha isso?
".
A resposta é dura: porque a inflação de itens básicos corrói silenciosamente o poder de compra, e isso não se resolve com discurso inflamado em rede social.
O governo sabe que a disputa com Flávio Bolsonaro tende a ser acirrada.
Por isso, qualquer vídeo de supermercado vira assunto de Estado.
A máquina petista corre para enquadrar o debate, mudar o ano de comparação, relativizar preço, jogar a culpa em gestões anteriores.
E o cidadão comum, no meio disso tudo, se pergunta: "Por que sempre empurram culpa para trás?
".
Porque assumir que hoje está difícil significaria admitir que o projeto atual não entregou o que prometeu.
O estudo da Kinitro também ajuda a entender outra coisa que incomoda o Planalto: a tal “memória afetiva” dos tempos em que dava para encher o carrinho.
O brasileiro lembra quando conseguia comprar quase três cestas básicas com o que ganhava.
Agora, com 20% a menos de poder de compra, surge mais uma pergunta incômoda: "Quem destruiu meu poder de compra?
".
A resposta não cabe em um único governo, mas quem está sentado na cadeira hoje é quem paga o preço político.
Enquanto isso, a esquerda tenta blindar Lula, dizendo que a economia está reagindo, que o emprego melhorou, que a renda subiu.
Mas o estudo é claro: se a comida sobe, a popularidade cai.
E o eleitor, cansado de narrativa, se pergunta: "Por que sempre escondem o óbvio?
".
Porque admitir o óbvio desmonta a principal arma de campanha: o discurso de que “agora o povo voltou a comer bem”.
No fim, o vídeo de Flávio no mercado e a reação nervosa de Boulos revelam o que está em jogo: a batalha pelo sentimento real do brasileiro, não pelo gráfico em apresentação de PowerPoint.
E a pergunta final, que fica martelando na cabeça de quem lê o estudo, é direta: "Quem realmente está do lado do povo?
".
A resposta vai aparecer na urna, mas até lá cada ida ao supermercado será um lembrete diário de que, quando a comida pesa, nenhuma narrativa resiste por muito tempo.