Lula interrompeu um evento no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC para avisar que precisava correr de volta a Brasília: às 22h, teria um telefonema com Xi Jinping, chefe do Partido Comunista da China.
Em plena crise com os Estados Unidos por causa de tarifas sobre produtos brasileiros, o presidente transforma uma simples ligação em ato político e deixa claro para onde pende a balança do seu governo.
Por que Lula corre para Xi Jinping?
Porque Lula enxerga na China o aliado ideológico perfeito contra os EUA e contra qualquer pressão do Ocidente, e usa essa proximidade como escudo político.
Segundo o próprio Lula, a agenda internacional está “intensa”: telefonema com Xi e visita do presidente da Coreia do Sul.
Mas o que chama atenção é o timing.
Washington aumenta tarifas, o governo brasileiro acusa “ação política” ligada ao cenário eleitoral americano, e logo em seguida Pequim aparece como salvadora, prometendo “apoio” e criticando os EUA.
Coincidência?
Afinal, quem manda na política externa brasileira?
Hoje, a linha é ditada por um Itamaraty alinhado à esquerda global, que prefere bater nos EUA e se abraçar a regimes autoritários como o chinês.
Na quarta-feira, o chanceler chinês Wang Yi já havia garantido a Mauro Vieira que a China “seguirá em apoio ao Brasil”, atacando as tarifas americanas e qualquer “pressão econômica”.
Em janeiro, Xi Jinping já tinha dito a Lula, por telefone, que apoiaria o Brasil diante de “desafios internacionais”.
Agora, mais uma ligação, mais uma cena de dependência.
Por que essa ligação com Xi é tratada como evento histórico?
Porque o governo precisa mostrar para sua base que não está isolado e usa a China como vitrine de força, quando na prática aumenta a dependência.
Enquanto isso, o que acontece com o Brasil real?
A diplomacia lulista repete o roteiro: demoniza os EUA, relativiza regimes autoritários e vende a China como “parceira estratégica” quase intocável.
Por que a esquerda brasileira idolatra tanto a China?
Porque a China é o sonho de consumo de todo projeto autoritário: controle estatal forte, pouca liberdade individual e muita margem para negócios com o governo.
Lula fala em “apoio” chinês, mas não explica o preço.
Mais influência política?
Mais dependência comercial concentrada em um só parceiro?
Mais silêncio brasileiro diante de violações de direitos humanos em Hong Kong, Xinjiang e em relação a Taiwan?
Quem ganha com essa guinada antiamericana?
Ganha o projeto ideológico da esquerda, que usa a política externa para marcar posição contra o Ocidente e agradar sua militância interna e externa.
O brasileiro comum, que precisa de emprego, estabilidade e previsibilidade, não é ouvido.
A mensagem que sai dessa ligação é clara: em vez de buscar equilíbrio entre grandes potências, o governo Lula escolhe lado – e não é o lado das democracias liberais.
Por que Lula não busca equilíbrio entre EUA e China?
Porque o discurso do PT precisa de um “inimigo externo” e os EUA cumprem esse papel perfeito para manter a narrativa viva.
A cena de Lula, no velho palanque sindical, anunciando com orgulho que vai falar com Xi Jinping, é simbólica.
O líder que dizia defender o trabalhador brasileiro agora se comporta como operador político de Pequim, em plena disputa geopolítica.
Essa aproximação com a China é só comércio?
Não.
É também alinhamento político, diplomático e narrativo, com impacto direto na forma como o Brasil se posiciona no mundo.
O Itamaraty, que já foi referência de profissionalismo, virou instrumento de militância.
A cada crise com os EUA, surge uma foto, um telefonema, uma declaração calorosa com a China.
A cada crítica ao autoritarismo de regimes aliados, o governo reage com silêncio ou relativização.
Quem paga o preço desse alinhamento ideológico?
Quem paga é o produtor rural, o empresário, o investidor e o trabalhador, que ficam presos em um jogo geopolítico que não controla.
A pergunta que fica é simples: o Brasil quer ser protagonista ou quer ser satélite de uma potência autoritária?
Se continuar nesse caminho, o país corre o risco de trocar uma relação difícil, mas transparente, com democracias ocidentais, por uma dependência silenciosa e opaca de um regime que não presta contas a ninguém.
Por que isso deveria preocupar o brasileiro comum?
Porque escolhas de política externa definem emprego, investimento, liberdade e o lugar do Brasil no mundo – e hoje essas escolhas estão sendo guiadas por ideologia, não por interesse nacional.
Enquanto Lula corre para o telefone vermelho de Xi Jinping, o Brasil se afasta de quem compartilha nossos valores democráticos e se aproxima de quem vê liberdade como problema, não como solução.
E quem está cansado disso sabe: não é só uma ligação.
É um sinal de para onde este governo quer levar o país.