Neymar Jr.
acabou de acender mais um incêndio com a torcida do Santos: depois de um vexame recente na Copa, o camisa 10 não viaja com o time para a Venezuela, é visto em um torneio de pôquer em São Paulo e ainda responde às críticas com um sonoro “vai cuidar da sua vida”.
Para quem diz se importar com o clube e com a camisa, essa é a imagem que fica.
Enquanto o Santos goleava a Universidad Central pela Copa Sul-Americana, na última terça-feira (21), Neymar estava no BSOP Winter, um torneio presencial de pôquer no Golden Hall do Complexo WTC, em São Paulo.
O time em campo, na Venezuela.
O astro, nas cartas.
E a torcida, mais uma vez, se perguntando onde está a prioridade.
Incomodado com a repercussão, Neymar gravou uma sequência de Stories direto da academia do CT Rei Pelé.
Disse que estava de folga, que tinha treinado de manhã e que voltou aos treinos normalmente.
E disparou contra quem o criticou: “Posso treinar ou vocês vão ficar cornetando também?
Vai cuidar da sua vida”.
A mensagem foi clara: a cobrança do torcedor incomoda mais do que o próprio vexame recente.
Por que Neymar escolhe o pôquer?
Por que a torcida se revolta tanto?
Porque vê um jogador que acabou de passar vergonha em grande competição aparecer sorridente em torneio de pôquer enquanto o time viaja para jogo importante.
Por que o discurso não bate com a prática?
Porque o discurso de amor ao clube e foco total cai por terra quando, na primeira chance, a prioridade parece ser o lazer exibido em público.
Por que a reação foi tão arrogante?
Porque, em vez de reconhecer o desgaste e falar com humildade, Neymar preferiu atacar quem critica, como se a cobrança fosse injusta.
Por que isso parece desrespeito ao Santos?
Porque o torcedor vê o clube em segundo plano, enquanto o jogador se coloca acima da instituição e da própria camisa que veste.
Por que o vexame recente pesa tanto?
Porque, depois de uma grande frustração em campo, o mínimo esperado é foco, discrição e trabalho silencioso, não ostentação em torneio paralelo.
Por que a imprensa esportiva reagiu forte?
Porque a imagem é devastadora: elenco viajando, jogo fora de casa, e o principal nome do time em evento de pôquer, gerando ruído desnecessário.
Por que a frase ‘vai cuidar da sua vida’ irrita?
Porque soa como desprezo ao torcedor que paga ingresso, acompanha o time e tem todo o direito de cobrar postura de um ídolo.
Por que o episódio vira símbolo de algo maior?
Porque expõe uma cultura de intocáveis no futebol, em que a estrela pode tudo e qualquer crítica é tratada como perseguição.
Por que isso ainda surpreende tanta gente?
O fato é simples e incômodo: Neymar estava liberado, tinha folga, não cometeu crime algum.
Mas a questão não é legal, é moral e simbólica.
Depois de um vexame, o torcedor espera postura, não provocação.
Espera humildade, não deboche.
Espera foco no Santos, não mais um capítulo de novela pessoal.
No ano passado, Neymar já havia participado do mesmo torneio, terminando em 29º lugar entre 346 inscritos e faturando R$ 53,5 mil.
Desta vez, foi eliminado sem premiação.
Dentro de campo, porém, quem sente o prejuízo é o Santos, que precisa administrar o barulho fora das quatro linhas.
O técnico Cuca confirmou que Neymar treinou normalmente e estará em campo no sábado (25), contra a Chapecoense, na Vila Belmiro, pelo Campeonato Brasileiro.
Ele vai jogar.
Mas a pergunta que fica para o torcedor é outra: em qual momento a postura vai acompanhar o talento?
Enquanto isso não acontece, a sensação é de cansaço.
Cansaço de ver o mesmo filme: polêmica, justificativa, ataque à crítica e nenhuma autocrítica real.
E, no fim, sobra sempre para quem menos merece: o torcedor que ama o clube e só queria ver respeito à camisa do Santos.