Lula levou mais uma pancada dos Estados Unidos com um novo tarifaço sobre produtos brasileiros e, em vez de enfrentar o problema de frente, correu para o telefone para falar com Xi Jinping.
Mais de uma hora de conversa com o líder da China para “ampliar a parceria comercial” e acelerar um acordo Mercosul-China, justamente na semana em que Washington sobe tarifas alegando práticas desleais e falhas no combate ao trabalho forçado.
O que realmente está acontecendo aqui?
O que acontece é simples: os EUA mandam um recado duro ao Brasil, e o governo Lula responde aprofundando a dependência da China, que já é disparado o maior parceiro comercial do país.
Em vez de buscar equilíbrio, o Planalto empurra o Brasil ainda mais para o colo de Pequim.
Por que Lula correu para Xi?
Porque a estratégia petista é usar a China como contrapeso político e econômico aos EUA, mesmo que isso aumente a vulnerabilidade do Brasil a um único parceiro e concentre ainda mais nossas exportações em commodities básicas.
Por que ninguém enfrenta esse tarifaço?
Fala grosso em palanque, mas aceita calado quando a conta chega em forma de tarifa.
Por que só a China ganha espaço?
Por que o Mercosul virou figurante?
Porque, na prática, o bloco é usado como vitrine retórica.
Lula fala em acordo Mercosul-China, mas o que se vê é o Brasil negociando cada vez mais alinhado a Pequim, enquanto a relação com a Argentina está estremecida e o bloco perde relevância real.
Por que o Brasil aceita essa dependência?
Porque o governo insiste no velho modelo: exportar soja, petróleo e carne para a China e importar tecnologia, bens de capital, veículos e produtos farmacêuticos.
O discurso é de desenvolvimento e inovação, mas os números mostram um país vendendo matéria-prima e comprando produto pronto.
Por que o governo fala em “rejeitar interferência externa”?
Porque é uma narrativa conveniente.
Xi Jinping diz apoiar o Brasil contra interferências, Lula repete o discurso, mas na prática o país está espremido: leva tarifa dos EUA e se agarra à China para não perder fôlego econômico.
Por que a esquerda chama isso de soberania?
Porque tenta vender alinhamento com regimes autoritários como se fosse independência.
Critica os EUA em público, mas não reage quando o tarifaço vem.
Ao mesmo tempo, aprofunda a parceria com a China sem discutir os riscos de longo prazo.
Por que ninguém fala do risco futuro?
Porque admitir o risco seria reconhecer que a estratégia está errada.
Quanto mais o Brasil depende de um único comprador gigante, mais fraco fica para negociar preços, condições e até posições políticas em organismos internacionais.
Por que o Brasil sempre paga essa conta?
Porque, no fim, quem sente o impacto são o produtor, o exportador, o trabalhador e o consumidor.
Tarifa dos EUA de um lado, dependência da China do outro, e um governo que prefere discurso ideológico a uma política externa equilibrada e pró-mercado.
Enquanto Lula fala em “defesa do multilateralismo” na ONU e no Brics, o recado do mundo real é outro: os EUA apertam, a China avança, e o Brasil fica no meio, sem estratégia clara, sem diversificação robusta e cada vez mais refém de decisões tomadas fora daqui.
Até quando o país vai aceitar ser joguete nessa disputa geopolítica sem defender de verdade seus próprios interesses?