O PT voltou a acionar Alexandre de Moraes por causa de Jair Bolsonaro – desta vez, por um vídeo de inteligência artificial exibido na convenção do PL que lançou Flávio Bolsonaro como sucessor na corrida ao Planalto.
O vídeo começa deixando claro que não é a voz nem a imagem original de Bolsonaro, mas uma simulação.
Mesmo assim, o PT correu para o STF dizendo que houve descumprimento da decisão de Moraes.
E o que Bolsonaro faz nesse vídeo de IA?
Ele chama a decisão de Moraes de “injusta e arbitrária”, diz que nenhuma prisão vai calá‑lo e pede que o eleitor receba Flávio como seu substituto.
Ou seja: manifestação política, opinião, discurso – exatamente aquilo que a esquerda sempre disse defender quando era oposição.
Agora, virou caso de STF.
Por que o PT corre sempre ao STF?
Porque o partido transformou o Supremo em braço político para enquadrar adversário que não consegue derrotar só no voto.
Por que só a direita é enquadrada?
Moraes proibiu Bolsonaro, no dia 17 de junho, de divulgar “manifestos político‑eleitorais, inclusive por terceiros, independentemente do meio utilizado”.
O estopim foi a famosa “carta aos brasileiros”, lida por Flávio nas redes.
Agora, o PT usa justamente essa expressão – “independentemente do meio utilizado” – para tentar enquadrar até um vídeo claramente identificado como inteligência artificial.
Isso ainda é liberdade de expressão?
O documento do PT fala em “premeditação, coordenação e consciente desprezo pela ordem judicial”.
Em outras palavras: qualquer gesto político de Bolsonaro ou de quem esteja perto dele passa a ser tratado como afronta pessoal ao ministro.
A pergunta que fica é simples: até onde vai esse poder sem freio?
Quem controla o poder do STF?
Na prática, hoje, ninguém controla de verdade, e isso preocupa quem defende equilíbrio entre os Poderes.
A notícia de fato foi protocolada na execução penal de Bolsonaro, pedindo que Moraes tome ciência e envie o caso ao procurador‑geral Paulo Gonet.
Não há pedido específico de punição, mas todos sabem como esse roteiro costuma terminar: mais pressão, mais restrição, mais medo de falar qualquer coisa ligada à direita.
Isso é justiça ou intimidação política?
Quando o processo vira instrumento para calar um lado, a sensação de perseguição deixa de ser “narrativa” e vira realidade concreta.
O PT ainda cita decisão do TSE que diz que adulteração de conteúdo digital com finalidade eleitoral já basta para caracterizar irregularidade, mesmo sem prova de que o eleitor foi enganado.
Ou seja: não importa se o vídeo deixa claro que é IA, não importa se ninguém foi confundido – o simples fato de existir já vira munição jurídica.
Qual o próximo passo dessa escalada?
Se nada mudar, qualquer meme, montagem ou paródia política poderá ser tratado como crime eleitoral quando atingir a esquerda.
Enquanto isso, a mesma convenção do PL incomodou o Planalto e o STF pela presença do presidente argentino Javier Milei, que chamou Lula de “presidiário” e Moraes de “lixo careca”.
O Itamaraty reagiu, o STF reagiu, todo o sistema reagiu.
Mas quando a esquerda ataca, xinga, debocha e espalha fake news contra a direita, a resposta costuma ser bem mais suave.
Por que a régua muda conforme o lado?
Porque a seletividade virou regra: o que é “discurso de ódio” para a direita vira “liberdade artística” para a esquerda.
Flávio Bolsonaro, que já teve até visita ao pai restringida, agora é alvo direto como sucessor político.
O recado é claro: qualquer um que tente ocupar o espaço de Bolsonaro será cercado judicialmente.
Não é debate, é intimidação.
O que querem calar de verdade?
Querem calar o projeto político conservador que ainda tem enorme apoio popular, apesar de toda a máquina contra.
A direita olha para esse novo movimento do PT e vê um padrão: Lula no Planalto, PT acionando STF, Moraes decidindo, PGR acionado, e sempre o mesmo alvo – Bolsonaro e quem estiver ao redor dele.
A pergunta que ecoa nas redes é a mesma em milhões de brasileiros cansados disso tudo.
Até quando isso vai continuar?
Vai continuar enquanto o Congresso se omitir, a sociedade aceitar em silêncio e a pressão popular não exigir limites claros ao poder de quem hoje decide tudo quase sozinho.
No fim, o vídeo de IA de Bolsonaro virou só mais um pretexto.
O verdadeiro ponto é outro: a tentativa de transformar qualquer manifestação política da direita em caso de tribunal.
E isso, para quem acredita em democracia de verdade, é um alerta que não dá mais para ignorar.