Lula bateu o recorde histórico de gasto com propaganda oficial da Presidência em pleno ano eleitoral.
Só entre janeiro e junho de 2026, o governo petista pagou R$ 255,3 milhões em publicidade institucional, segundo dados da própria Secom.
Isso é 219% a mais do que Jair Bolsonaro gastou no mesmo período de 2022, quando tentava a reeleição, com R$ 79,9 milhões.
Quem sempre acusou a direita de “usar a máquina” agora lidera o ranking da gastança com marketing.
Como Lula gasta tanto agora?
Porque o governo decidiu priorizar publicidade institucional em ano eleitoral, ampliando contratos e pagamentos, mesmo com o país em dificuldades.
Em três anos e meio, a gestão Lula já desembolsou R$ 1,1 bilhão em propaganda da Presidência.
O valor supera com folga tudo o que Bolsonaro gastou em quatro anos (R$ 634,2 milhões).
Também passa Michel Temer (R$ 576,6 milhões) e até os dois mandatos de Dilma Rousseff somados (R$ 829,7 milhões).
A esquerda que se dizia “contra o abuso da máquina” virou campeã de propaganda paga com dinheiro do contribuinte.
Por que Lula precisa de tanta propaganda?
Porque o governo tenta compensar resultados fracos na vida real com uma narrativa bonita na TV, na internet e no rádio.
E não para por aí.
Além dos R$ 255,3 milhões já pagos no primeiro semestre, a Secom reservou mais R$ 584,7 milhões do Orçamento de 2026 para campanhas institucionais.
Ou seja: a conta da propaganda oficial ainda deve crescer muito até o fim do ano.
Em vez de aliviar o bolso do brasileiro, o Planalto turbina o caixa do marketing político.
Isso é prioridade para o Brasil?
Não.
Em meio a serviços públicos precários, insegurança e impostos altos, gastar pesado em propaganda mostra prioridades distorcidas.
A Secom tenta justificar dizendo que o aumento é para “garantir que a população conheça políticas públicas e serviços”.
Mas o discurso não cola tão fácil.
Se fosse só para informar, por que bater todos os recordes justamente em ano eleitoral?
Por que a esquerda não admite contradição?
Porque reconhecer que faz pior do que criticava desmontaria toda a narrativa de “defensora do povo” que o PT vende há décadas.
Outro ponto: o governo afirma que apenas 17,3% do valor pago em 2026 seria de contratos deste ano, e o resto seria quitação de compromissos antigos, de até cinco anos.
Mesmo assim, o que o dado mostra?
Que o governo Lula vem empilhando contratos e ampliando a estrutura de propaganda desde o início do mandato, e agora a fatura está chegando pesada.
Isso é só “informar o povo”?
Não.
O volume, o timing e o histórico mostram claramente um projeto de poder sustentado por marketing massivo e permanente.
Enquanto isso, o brasileiro vê a velha cena: promessa de “governo para os pobres”, mas bilhões em publicidade para sustentar a imagem do “pai dos pobres” na TV.
A mesma esquerda que chamava qualquer campanha de Bolsonaro de “abuso de poder econômico” agora naturaliza um gasto 219% maior no mesmo período de campanha.
Por que ninguém cobra com a mesma força?
Porque há uma blindagem evidente quando o governo é de esquerda, com parte da imprensa e do sistema político tratando o tema com suavidade.
O levantamento, feito com base em dados da Secom, do Siop e do Siga Brasil, considera apenas a publicidade da Presidência.
Não entram campanhas de ministérios como Saúde e Educação.
Ou seja: o gasto total de comunicação do governo federal é ainda maior.
E o cidadão, que paga a conta, quase nunca sabe o tamanho real dessa máquina de propaganda.
Onde entra o discurso de austeridade?
Fica só no palanque.
Na prática, o governo mostra que não tem limite para gastar quando o assunto é autopromoção.
A pergunta que fica é simples: se o governo estivesse tão bem assim, precisaria despejar mais de um bilhão em propaganda para convencer o povo?
Precisaria bater recorde atrás de recorde em ano eleitoral?
Ou a realidade nas ruas é bem diferente do que aparece nos comerciais coloridos do Planalto?
O que o povo ganha com isso?
Ganha quase nada.
O maior beneficiado é o próprio governo, que compra tempo, narrativa e influência com o dinheiro de quem trabalha.
Até quando o Brasil vai aceitar que a máquina pública seja usada para inflar a imagem de quem está no poder, enquanto saúde, segurança e educação seguem com problemas?
Até quando o contribuinte vai bancar a conta de uma propaganda que vende um país que não existe no dia a dia?
Por que isso não vira escândalo nacional?
Porque muitos que gritam contra a direita se calam quando é a esquerda torrando bilhões, mostrando a seletividade e a hipocrisia do debate público.
No fim, o recado é duro: Lula prometeu cuidar do povo, mas cuida primeiro da própria imagem.
O marketing está em alta, o Brasil real continua em baixa.
E quem paga essa diferença é você.