Lula recebeu o presidente da Coreia do Sul em Brasília e, em vez de focar apenas em comércio, tecnologia e acordos, usou a cerimônia oficial para repetir o velho discurso contra “setores extremistas” – o rótulo que ele usa desde o início do terceiro mandato para atingir a oposição de direita.
Enquanto falava de democracia, diálogo e cooperação, Lula aproveitou o microfone internacional para reforçar a narrativa de que Brasil e Coreia do Sul “defenderam suas democracias frente aos ataques de setores extremistas”.
Não citou nomes, não deu exemplos, mas todo mundo sabe para onde ele aponta o dedo.
Por que Lula insiste nisso?
Porque esse discurso mantém a direita sob suspeita permanente, como se discordar do governo fosse automaticamente ser inimigo da democracia.
Quem Lula chama de extremista?
Na prática, qualquer parcela da oposição conservadora que critique o governo, questione decisões do STF ou denuncie abusos de poder.
Lula falou que ele e o presidente sul-coreano vieram da pobreza, superaram dificuldades e agora têm “compromisso com cada cidadão”.
Bonito no papel.
Mas como conciliar esse discurso com a realidade de um país onde quem discorda do governo é tratado como ameaça?
Por que só a direita vira alvo?
Porque a narrativa oficial precisa de um vilão fixo: o conservador, o opositor, o crítico do sistema que hoje está no poder.
Lula exaltou a defesa das instituições democráticas, mas não mencionou em nenhum momento a perseguição seletiva, a censura disfarçada de “combate ao ódio” e o silêncio conveniente quando abusos atingem apenas um lado do espectro político.
Isso é defesa da democracia ou controle do debate público?
É muito mais controle do debate, porque quem define o que é “extremismo” são justamente aqueles que hoje mandam no jogo político e institucional.
Enquanto fala em “paz e cooperação”, Lula reforça a ideia de que qualquer oposição firme é “radical”.
A mensagem é clara: quem não se enquadra no discurso oficial vira risco à democracia.
Por que esse rótulo é tão perigoso?
Porque abre caminho para justificar censura, perseguição política e medidas de exceção sempre que for conveniente ao poder.
A visita da Coreia do Sul poderia ter sido apenas sobre economia, tecnologia, exportação de carne, inovação e acordos bilaterais.
Mas o governo brasileiro preferiu misturar tudo com narrativa ideológica, usando o episódio recente da crise política sul-coreana como pano de fundo para reforçar o discurso contra “radicais”.
Isso é coincidência ou estratégia calculada?
É estratégia calculada, porque cada evento internacional vira palco para legitimar, lá fora, a mesma narrativa que é empurrada aqui dentro contra a direita.
Lula falou em “mundo regido pelo diálogo e respeito entre as nações”.
Mas onde está o respeito com milhões de brasileiros conservadores que são tratados como suspeitos só por não concordarem com o projeto de poder da esquerda?
Por que o governo não admite oposição legítima?
Porque admitir oposição legítima enfraquece o discurso de que só ele representa a democracia e de que o outro lado é sempre um risco ao país.
A contradição salta aos olhos: quem vive repetindo a palavra “democracia” é o mesmo que aplaude quando opositores são calados nas redes, perseguidos judicialmente ou rotulados de “extremistas” sem direito de defesa.
Isso é defesa de instituições ou blindagem de poder?
É blindagem de poder, pois o uso constante do termo “extremismo” serve para proteger o governo de críticas e blindar o sistema que hoje o sustenta.
Enquanto isso, a imprensa amiga trata o discurso como se fosse apenas mais um elogio à democracia.
Não questiona a seletividade, não aponta a hipocrisia, não lembra o histórico de ataques à direita e de silêncio diante de abusos quando o alvo é conservador.
Por que a mídia não cobra coerência?
Porque boa parte da mídia comprou a narrativa oficial e prefere repetir o rótulo de “extremista” a admitir que há perseguição política e dois pesos e duas medidas.
No fim, a visita sul-coreana rendeu acordos, memorandos e promessas de cooperação.
Mas o que fica para o brasileiro atento é outra coisa: mais uma oportunidade usada por Lula para reforçar o discurso de que ele é o guardião da democracia e que a direita é o perigo a ser contido.
Até quando esse rótulo vai colar?