Kassio Nunes Marques acaba de atingir em cheio a estratégia da esquerda para controlar a eleição via censura tecnológica.
O presidente do TSE afirmou ao Estadão que o uso de Inteligência Artificial em campanhas eleitorais é permitido pela legislação, desde que não seja usado para atacar ou causar prejuízo a candidatos ou qualquer pessoa.
Ou seja: o simples uso da ferramenta não é irregular.
Por que isso explode a narrativa da esquerda?
Porque a fala vem exatamente um dia depois da convenção do PL, que oficializou Flávio Bolsonaro candidato à Presidência e exibiu um vídeo em IA com imagem e voz de Jair Bolsonaro declarando apoio ao filho, tudo claramente identificado como conteúdo artificial.
A pergunta que muitos fazem é: tentativa de censura acabou agora?
Resposta direta: não acabou, mas ficou muito mais difícil transformar qualquer uso de IA pela direita em “crime eleitoral” automático.
O TSE terá de olhar o conteúdo, não a ferramenta.
Outra dúvida é: esquerda perdeu novo instrumento?
Resposta: perdeu um atalho.
A ideia de demonizar a IA para enquadrar só um lado, especialmente o campo conservador, tomou um golpe forte com a fala pública do presidente do TSE.
Muita gente pergunta: vão proibir só a direita?
Resposta: com essa declaração, fica bem mais complicado justificar perseguição seletiva.
Se a IA é aceita em tese, o critério passa a ser o abuso real, não o rótulo da tecnologia.
Outra questão é: Lula contava com isso?
Resposta: a esquerda vinha construindo o discurso do “perigo da IA” para pressionar o Judiciário a agir de forma dura, principalmente contra conteúdos ligados ao bolsonarismo.
Agora, o próprio TSE reconhece que IA não é ilícita por natureza.
O que muda para Bolsonaro agora?
Resposta: o campo conservador ganha fôlego para inovar na comunicação, desde que deixe claro quando o conteúdo é artificial e não use a tecnologia para inventar fatos ou distorcer a realidade com potencial de desequilibrar o pleito.
Muitos se perguntam: TSE vai recuar depois?
Resposta: o ministro deixou claro que o caso específico do vídeo de Bolsonaro ainda será analisado, mas a linha geral já foi traçada: IA faz parte da rotina do próprio Judiciário e não pode ser tratada como algo proibido em bloco.
Outra pergunta é: censura digital perdeu força?
Agora, será preciso provar manipulação grave, mentira notória ou dano real ao equilíbrio da eleição.
O eleitor quer saber: vão seguir dois pesos?
Resposta: a pressão popular aumenta.
Se a regra vale para todos, não dá mais para fingir que só a direita “abusa” da tecnologia enquanto a esquerda usa máquina pública, narrativas oficiais e militância digital sem ser incomodada.
E muitos questionam: STF vai interferir nisso?
Resposta: é possível que o tema ainda chegue ao Supremo, mas a posição inicial do TSE, pela boca de seu presidente, cria um parâmetro importante e dificulta aventuras autoritárias travestidas de proteção ao eleitor.
Por fim, a grande dúvida: democracia aguenta tanta hipocrisia?
Se for mantido, pode frear o uso político da Justiça Eleitoral contra um lado específico e expor, de vez, a incoerência de quem grita “fake news” só quando é conveniente.
Enquanto isso, o que fica claro é que a esquerda perdeu mais um discurso pronto.
A tecnologia que ela queria usar como desculpa para censura agora é reconhecida como ferramenta legítima, desde que usada com responsabilidade.
E, mais uma vez, quem tenta controlar tudo pela força do Estado descobre que não é tão simples calar metade do país.