Trump está usando brechas legais para erguer uma nova “muralha tarifária” contra o mundo – e o Brasil entrou na mira.
Quem admite isso não é nenhum trumpista, mas o ex-vice-presidente do Banco Mundial, Otaviano Canuto, em entrevista ao UOL.
Ele diz claramente que Donald Trump está reconstruindo a velha barreira comercial americana usando instrumentos como a famosa Seção 301, e que o Brasil foi atingido por dois mecanismos legais nesse novo tarifaço.
Enquanto isso, Lula escreve artigo no Washington Post, posa de estadista “dialogando com o mundo” e a esquerda tenta vender a narrativa de que tudo é culpa exclusiva de Trump, como se o PT nunca tivesse defendido protecionismo, tarifas e intervenção pesada do Estado na economia.
A ironia é óbvia: quando é o Brasil taxando, é “soberania”; quando é os EUA defendendo seus interesses, vira “muralha arbitrária”.
Até quando essa hipocrisia vai passar impune?
O próprio Canuto admite que as tarifas têm “caráter inteiramente arbitrário” e seguem a linha política de Trump no comércio mundial.
Ele cita Peter Navarro, assessor-chefe de Trump, e explica a visão da Casa Branca: o resto do mundo explora os EUA, então a resposta é tarifa para tudo.
Ou seja, Trump faz abertamente o que muitos governos fazem escondido – inclusive governos de esquerda que hoje fingem choque e indignação.
E o Brasil, onde entra nessa história?
Não é a maior parte, mas é o suficiente para acender o alerta.
Curiosamente, setores estratégicos para os EUA – como partes de aviões, carnes e café – ficaram de fora.
Por quê?
Porque, como ele mesmo diz, não há substituto adequado dentro dos Estados Unidos hoje.
Em outras palavras: Washington protege o que é interesse deles, não o que Lula escreve em artigo bonitinho para jornal americano.
Por que a esquerda finge surpresa?
Porque admitir que cada país defende o próprio interesse derruba a fantasia globalista e o discurso de que “o diálogo resolve tudo”.
Por que Lula usa o tarifaço?
Porque transformar problema econômico em narrativa política é a especialidade do PT desde sempre.
Por que chamam Trump de arbitrário?
Porque é mais fácil demonizar o adversário do que encarar a própria incoerência protecionista.
Por que o Brasil virou peão?
Porque décadas de política externa ideológica deixaram o país fraco na mesa de negociação real.
Por que 18% não é pouco?
Porque atinge setores sensíveis, gera insegurança e mostra que o Brasil não tem blindagem nenhuma contra decisões unilaterais.
Por que isentaram aviões e carnes?
Porque os EUA não abrem mão do que precisam, mesmo quando posam de defensores do “livre comércio”.
Por que Lula posa de vítima?
Porque é mais confortável culpar Trump do que assumir erros internos, impostos abusivos e falta de competitividade brasileira.
Por que a esquerda ataca Trump agora?
Porque precisa de um vilão externo para esconder o fracasso da própria política econômica e industrial.
Por que chamam isso de muralha?
Porque o termo assusta, rende manchete e ajuda a empurrar a narrativa de que o mundo é “injusto” com o Brasil governado pela esquerda.
Por que ninguém cobra coerência aqui?
Porque grande parte da imprensa compra o discurso pronto e evita expor a contradição entre o que o PT prega e o que pratica.
Canuto ainda diz que, uma vez instaladas, as tarifas só caem com negociação – e que, mesmo quando Trump negocia, não volta aos patamares antigos.
Ou seja, quem acha que um artigo de Lula em jornal americano vai derreter a muralha tarifária está vivendo de ilusão.
Ele próprio reconhece que já houve tentativas de negociação sem “boa vontade” dos EUA.
Outro ponto curioso: o economista rejeita a tese de que Trump estaria usando tarifas para ajudar Flávio Bolsonaro politicamente.
Pelo contrário, ele diz que o experimento do ano passado mostrou aumento de popularidade de Lula com o tarifaço.
E dispara: seria tão estúpido que ele não acredita nessa hipótese.
No fim, quem ganha munição política com o conflito é justamente a esquerda, que transforma qualquer atrito externo em combustível para o discurso de vítima.
Enquanto Trump joga duro, usa a lei americana até o limite e protege o interesse dos EUA sem pedir desculpas, o Brasil segue preso entre a retórica ideológica e a realidade dura do comércio internacional.
A pergunta que fica é simples: vamos continuar fingindo surpresa toda vez que um país poderoso age em defesa própria, ou vamos finalmente encarar que o problema também está em casa – na falta de competitividade, na carga tributária sufocante e na política externa usada como palanque?
No fim, Trump faz o que sempre prometeu fazer.
Já a esquerda brasileira, que sempre defendeu barreiras, agora finge ser vítima delas.
E quem paga a conta, como sempre, é o produtor brasileiro, o emprego brasileiro e o bolso do brasileiro comum.