O deputado estadual Thiago Gagliasso (PL-RJ) resolveu falar em voz alta o que muitos pais já estavam pensando ao ver os vídeos do novo show de Xuxa, “O Último Voo da Nave”.
Ao compartilhar uma apresentação em São Paulo, ele fez a pergunta que incomodou muita gente: “o show é pra maiores de 18 anos ou tá liberado a Xuxa traumatizar mais crianças?
A frase cutuca direto na ferida: a eterna “rainha dos baixinhos” volta aos palcos com coreografias e figurinos que reacendem a velha discussão sobre sexualização e perda da inocência infantil.
Por que ninguém protege crianças hoje?
Porque a cultura dominante relativiza tudo em nome de “liberdade artística” e trata qualquer crítica como moralismo, deixando pais sozinhos na linha de frente.
Nas imagens divulgadas, Xuxa aparece dançando com roupas justas, em bodys prateados e dourados, em um espetáculo que mistura nostalgia, sensualidade e um público que inclui adultos e, sim, famílias com filhos.
Internautas reagiram: alguns defenderam, mas muitos criticaram a exposição exagerada e o tom do show.
Um comentário resumiu o incômodo: “não é mais como antigamente, estão acabando com a inocência das crianças”.
A pergunta que ecoa é simples: até onde isso vai em nome do entretenimento?
Isso é mesmo para família inteira?
Não necessariamente; o conteúdo e o visual apontam mais para um público adulto, mas a imagem histórica de Xuxa ainda atrai pais e filhos, criando um conflito perigoso.
Outro usuário foi direto ao ponto: “os menores de 18 anos hoje em dia nem sabem quem é a Xuxa.
Esse show é pra millennials com síndrome de Peter Pan”.
Ou seja, o discurso oficial é de nostalgia, mas a prática mistura apelo sensual, figurino colado no corpo e uma artista de 63 anos tentando manter a mesma imagem de décadas atrás.
A crítica não é à idade, mas à insistência em um padrão de exposição que sempre gerou debate, principalmente quando o nome dela está ligado à infância brasileira.
Por que Xuxa insiste nesse caminho?
As roupas usadas na turnê dividiram opiniões: enquanto fãs elogiaram a “boa forma” e chamaram o show de “perfeito” e “melhor xou do mundo”, outros não pouparam palavras: “exposição tão vulgar e desnecessária”, “patética”, “look horrendo, dança horrenda e bumbum horrendo”.
A crítica não é só estética; é moral, cultural e simbólica.
Uma figura que por anos foi vendida como referência para crianças agora aparece em um palco com visual que muitos pais consideram incompatível com o título de “rainha dos baixinhos”.
Por que a esquerda finge normalidade?
Porque qualquer questionamento à sexualização e à cultura pop é tratado como ataque conservador, e não como legítima preocupação com a infância.
Thiago Gagliasso, ligado à direita e ao PL, toca justamente nesse ponto: o possível impacto sobre crianças.
A pergunta dele sobre “traumatizar mais crianças” resgata o histórico de polêmicas envolvendo Xuxa, desde filmes antigos com conteúdo impróprio até críticas recorrentes sobre erotização precoce em programas infantis.
Agora, com um show que mistura nostalgia e sensualidade, o debate volta com força.
E, de novo, quem levanta a mão para questionar é acusado de exagero.
Por que sempre atacam quem questiona?
Porque é mais fácil desqualificar o mensageiro conservador do que encarar o problema real da exposição infantil a conteúdos duvidosos.
Enquanto isso, muitos pais se perguntam se vale a pena levar os filhos a um espetáculo assim.
A propaganda vende memória afetiva, mas os vídeos mostram coreografias e figurinos que não combinam com o discurso de “programa inocente para família”.
A sensação é de que a cultura pop brasileira perdeu qualquer limite claro entre conteúdo adulto e infantil, e quem tenta colocar freio é tratado como retrógrado.
Até quando vão testar limites infantis?
Até o momento em que a sociedade reagir de forma organizada, exigindo classificação clara, responsabilidade artística e respeito à infância.
A reação forte nas redes mostra que o público conservador está cansado de ver a infância sendo empurrada para o fundo da fila em nome de lacração, aplausos fáceis e nostalgia distorcida.
Xuxa pode fazer o show que quiser para adultos, mas a pergunta de Gagliasso continua ecoando: é para maiores de 18 anos ou vão fingir que está tudo bem se crianças assistirem a tudo isso?
Isso é só mais um caso isolado?
Não; faz parte de um padrão maior de entretenimento que flerta com a sexualização precoce e normaliza conteúdos inadequados para menores.
Quem vai colocar limite nisso?
Pais atentos, sociedade organizada e representantes políticos dispostos a enfrentar o custo de falar o óbvio: criança não é público para show com apelo sensual.
Por que chamam isso de progresso cultural?
Porque inverteram valores: o que antes era visto como proteção à infância hoje é rotulado como censura, e o que antes chocava agora é vendido como modernidade.
O que os pais podem fazer agora?
Informar-se, assistir antes, questionar, cobrar classificação etária real e, se preciso, simplesmente dizer não – mesmo quando a mídia e os ídolos insistem em dizer sim.