A nova pesquisa Datafolha tentou vender a ideia de que “está tudo bem” para Lula em 2026, mas um detalhe derruba a narrativa: Flávio Bolsonaro já ganha de Lula entre brasileiros de 35 a 44 anos, com 53% contra 38%.
É a única faixa etária em que o senador vira o jogo – e justamente a faixa que mais trabalha, produz e sente na pele o peso dos impostos, da inflação e da insegurança.
Por que isso assusta tanto a esquerda?
Porque mostra que quem está no auge da vida produtiva não compra mais o discurso do salvador da pátria, nem a propaganda de que “nunca antes na história desse país” alguém fez tanto.
Essa geração viu o fim do governo Bolsonaro, viu a volta do PT, viu o STF interferindo em tudo e agora compara o que viveu com o que está vivendo.
Por que a geração produtiva rejeita Lula?
Porque é ela que paga a conta de tudo: da máquina pública inchada, dos privilégios, dos escândalos antigos do PT e das escolhas econômicas que travam o país.
Por que o Datafolha ainda mostra Lula na frente?
Porque, no total da amostra, Lula aparece com 48% contra 43% de Flávio no segundo turno, puxado principalmente pelos eleitores mais velhos e pelos grupos que dependem mais do Estado.
Quem sustenta a vantagem de Lula hoje?
Por que Flávio cresce entre os mais escolarizados?
Porque, segundo a própria pesquisa, ele vai melhor entre quem tem ensino superior, renda mais alta, evangélicos e moradores do Sul – grupos que costumam acompanhar mais de perto política, economia e liberdade de expressão.
O que isso revela sobre o discurso da esquerda?
Revela que a velha narrativa de que “o povo está com Lula” não é mais tão simples.
O povo que produz, empreende, paga folha, gera emprego e sustenta família está cada vez mais desconfiado do projeto petista.
Por que a faixa de 35 a 44 anos é tão importante?
Porque é a geração que já viu o mensalão, o petrolão, a prisão e a volta de Lula, a pandemia, a perseguição à direita e agora sente no bolso o resultado das decisões de Brasília.
O que acontece entre os mais jovens?
Entre 16 e 24 anos, há praticamente empate técnico: 46% para Lula e 41% para Flávio.
Entre 25 e 34 anos, de novo equilíbrio: 47% para Lula e 44% para Flávio.
Ou seja, não existe mais aquele domínio absoluto da esquerda entre jovens.
Por que a esquerda ainda posa de dona da juventude?
Porque vive de repetir slogans antigos, como se universitário, jovem e “moderno” fosse sinônimo de ser de esquerda.
A pesquisa mostra que isso está ruindo.
O que isso diz sobre 2026?
Que o jogo está aberto, que a vantagem de Lula depende de grupos específicos e que a tendência geracional pode virar o cenário se a direita continuar falando com quem trabalha e não com quem vive de Brasília.
Agora, as 10 perguntas que o público se faz ao ler tudo isso:
1. Lula ainda domina juventude toda?
Não.
A pesquisa mostra empates técnicos entre 16 e 24 anos e entre 25 e 34 anos.
A juventude está dividida, e Flávio já encosta em Lula nesses grupos.
2. Por que só 35 a 44 anos?
Porque é a faixa que mais sente o peso da economia, da insegurança e da carga tributária.
Essa geração compara governo a governo e não vive só de memória ou propaganda.
3. Datafolha está tentando desanimar direita?
Isso não desanima a direita, pelo contrário, mostra onde crescer.
4. Lula depende de quem hoje?
Depende principalmente de eleitores mais velhos, de menor renda, com menos escolaridade e de regiões onde o Estado é mais presente que o mercado.
É a velha base do PT, mantida por programas e narrativas.
5. Flávio herda força de Bolsonaro?
Sim.
O desempenho melhor entre evangélicos, renda mais alta, ensino superior e Sul mostra continuidade do eleitorado conservador que apoiou Jair Bolsonaro em 2018 e 2022.
6. Geração produtiva cansou de quê?
Cansou de imposto alto, burocracia, insegurança jurídica, interferência do STF, criminalização da direita e promessas de “Estado salvador” que nunca aliviam a vida de quem produz.
7. Esquerda perdeu monopólio dos jovens?
Perdeu.
A pesquisa mostra que não existe mais hegemonia da esquerda entre jovens.
Há disputa real, e a direita já aparece competitiva nas faixas mais novas.
8. Isso pode virar até 2026?
Pode.
Se a economia piorar, se a sensação de injustiça crescer e se a direita continuar organizada, a tendência geracional pode ampliar a vantagem de Flávio entre os que trabalham e produzem.
9. Por que mídia foca só na frente geral?
Porque a manchete “Lula lidera” mantém a sensação de normalidade e inevitabilidade.
Mas o detalhe geracional é justamente o que mostra rachadura na narrativa.
10. O que essa pesquisa realmente revela?
Revela que o futuro do país – quem está em idade produtiva e quem ainda vai votar por muitos anos – não está fechado com Lula.
A esquerda pode até comemorar o presente, mas o futuro está cada vez mais conservador.
No primeiro turno, o Datafolha ainda coloca Lula com 40% e Flávio com 32%.
Mas, olhando faixa por faixa, renda por renda, região por região, fica claro: o sistema pode até tentar empurrar a ideia de que “já está decidido”, só que a geração que carrega o Brasil nas costas está mandando outro recado.
E esse recado, a velha política não quer ouvir.