O fato é direto: o ministro Kassio Nunes Marques, do TSE, foi sorteado para relatar a ação do PT contra Flávio Bolsonaro e o PL por causa de um vídeo com inteligência artificial que simula um pronunciamento de Jair Bolsonaro durante a convenção que lançou Flávio à Presidência.
O vídeo de IA mostra a imagem artificial de Bolsonaro dizendo que está preso e calado por decisão injusta e apresentando Flávio como sucessor político.
O PT diz que isso é propaganda antecipada e uso irregular de IA.
Quer multa pesada, retirada do conteúdo das redes e proibição de novas divulgações.
E, como sempre, correu também para Alexandre de Moraes no STF, alegando que o vídeo seria uma forma de driblar a proibição de manifestações político-eleitorais de Bolsonaro.
PT parte pra cima de novo.
Quando é contra a direita, tudo vira “ameaça à democracia”, “uso ilegal de tecnologia” e “grave risco institucional”.
Mas onde estava essa preocupação toda com inteligência artificial quando a esquerda usava narrativa, recorte de fala e manipulação de contexto contra Bolsonaro durante anos?
PT PARTE PRA CIMA
Primeira pergunta: O que o PT realmente quer?
Resposta: Quer transformar qualquer gesto de apoio a Bolsonaro ou a Flávio em crime, em propaganda irregular, em motivo para multa e censura.
O alvo não é só o vídeo de IA, é a própria presença política de Bolsonaro, mesmo preso e calado.
Segunda pergunta: Por que o vídeo incomodou tanto?
Resposta: Porque, mesmo artificial, lembra ao eleitor que Bolsonaro continua sendo a principal referência da direita e que Flávio é seu sucessor político natural.
A esquerda teme essa conexão direta com o eleitor conservador.
Terceira pergunta: É só sobre inteligência artificial mesmo?
Resposta: Não.
A IA virou desculpa perfeita para apertar ainda mais o cerco contra a direita.
O problema, para eles, não é a tecnologia, é quem está falando – ou sendo representado – no vídeo.
CERCO CONTRA DIREITA
O PT alega que a resolução do TSE proíbe deepfake para favorecer candidaturas, mesmo identificado como simulação.
E pede multa de R$ 30 mil por publicação, por representante, além da remoção do conteúdo em todas as plataformas.
Ao mesmo tempo, corre ao STF para dizer que o vídeo seria uma forma de Bolsonaro burlar a decisão de Moraes.
Quarta pergunta: Até onde vai essa perseguição?
Resposta: Vai até onde deixarem.
Cada manifestação ligada à direita vira caso no TSE, no STF, em representação, em notícia-crime.
O recado é claro: falar de Bolsonaro, apoiar Bolsonaro, mostrar Bolsonaro – até em IA – virou risco jurídico.
Quinta pergunta: Por que Flávio virou alvo direto?
Resposta: Porque ele é hoje o rosto eleitoral do bolsonarismo em 2026. Se enfraquecem Flávio, tentam enfraquecer o próprio campo conservador.
A proibição de visitas e o foco em cada movimento dele mostram isso.
STF NO JOGO
Alexandre de Moraes já tinha proibido Bolsonaro de receber visitas com finalidade político-eleitoral até o fim das eleições de 2026 e suspendeu visitas em geral por 30 dias, depois que Flávio divulgou uma carta de apoio do pai.
Agora, o PT leva o vídeo de IA para Moraes, pedindo que o caso vá para a PGR.
Sexta pergunta: Isso é justiça ou controle político?
Resposta: Para muita gente, parece cada vez menos justiça e cada vez mais controle político.
Quando o mesmo grupo é sempre alvo, e o mesmo lado é sempre protegido, a confiança nas instituições desaba.
Sétima pergunta: A esquerda aceita disputa limpa?
Resposta: Tudo indica que não.
Em vez de confiar no voto, recorre a tribunais, resoluções, censura prévia e punições exemplares para tentar limitar a força da direita nas redes e nas ruas.
GUERRA DA NARRATIVA
O vídeo de IA diz que Bolsonaro está preso e calado por decisão injusta e arbitrária.
Isso toca exatamente no ponto que a esquerda mais teme: a percepção popular de que há perseguição política.
O PT reage chamando de “uso irregular de IA” e “propaganda antecipada”, mas evita discutir o fundo da questão: por que um ex-presidente está proibido até de se manifestar politicamente?
Oitava pergunta: Quem controla a narrativa hoje?
Resposta: Hoje, quem tem a caneta do TSE e do STF controla boa parte da narrativa.
A esquerda sabe disso e usa cada brecha jurídica para tentar silenciar o lado que discorda.
CENSURA DISFARÇADA DIGITAL
A discussão sobre IA poderia ser séria: como evitar fraudes, mentiras, manipulações.
Mas, na prática, virou mais um instrumento seletivo.
Quando interessa, é “regulação responsável”.
Quando atinge a esquerda, é “liberdade de expressão”.
Quando vem da direita, é “deepfake criminoso”.
Nona pergunta: A regra vale igual para todos?
Na prática, o que o público vê é um peso para a direita e outro para a esquerda.
Essa seletividade alimenta a sensação de injustiça e revolta.
Décima pergunta: O que está em jogo agora?
Está em jogo se a direita poderá fazer campanha, usar tecnologia, falar de Bolsonaro e disputar voto em pé de igualdade.
A decisão de Nunes Marques será um termômetro importante dessa disputa.
ELEIÇÃO SOB PRESSÃO
O Brasil entra em mais uma eleição com TSE, STF, PT e toda a máquina política em cima de cada passo da direita.
Enquanto isso, o eleitor comum olha tudo isso e se pergunta até quando vão tentar decidir no tribunal aquilo que deveria ser decidido na urna.
E essa pergunta, por si só, já mostra o tamanho da crise de confiança que o país vive.