Romeu Zema não aliviou.
Em plena campanha presidencial, o candidato do Novo voltou a dizer que é preciso remover “três frutas podres” do STF e defendeu abertamente que o Senado renove suas cadeiras para ter coragem de abrir processos de impeachment contra ministros da Corte.
Sem citar nomes na frase inicial, mas deixando tudo óbvio depois, Zema mirou Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, ligando os três a contratos milionários, jatinhos de banqueiro investigado e eventos jurídicos bancados por banco.
Segundo Zema, um ministro tem esposa com contrato de R$ 129 milhões com o Banco Master; outro fez uma transação de R$ 35 milhões ligada ao caso Tayayá; e outro recebeu apoio para congressos jurídicos, com viagens e eventos pagos.
E ainda completou: “todos andaram no jatinho do banqueiro bandido, todos enriquecendo por causa do banqueiro bandido”.
Para um país cansado de ver STF blindado e político de esquerda protegido, a fala cai como desabafo coletivo.
Por que ninguém investiga isso direito?
Por que só a direita é perseguida sempre?
Porque a narrativa dominante trata conservador como inimigo a ser calado, enquanto escândalos ligados à esquerda e ao sistema são relativizados, esquecidos ou empurrados para debaixo do tapete.
Por que o STF virou esse superpoder?
Porque ao longo dos anos o Congresso foi se acovardando, terceirizando decisões e deixando a Corte avançar sobre tudo: política, eleições, redes sociais e até opinião.
Zema ainda chamou o Brasil de “republiqueta” e “república de bananas”, onde alguns enriquecem enquanto o povo está “mais endividado da história”.
É exatamente o que muita gente comenta em casa, mas não vê ninguém com coragem de falar em rede nacional.
Agora, um presidenciável coloca o dedo na ferida e diz que, para o bem do Supremo e do Brasil, essas “frutas podres” precisam ser eliminadas.
Por que o Senado não faz nada?
Quem tem coragem de enfrentar o STF?
Hoje, são poucos.
Zema tenta se colocar nesse espaço, ao lado de outros nomes da direita que já vêm denunciando abusos e arbitrariedades da Corte.
Por que esses contratos milionários não chocam a esquerda?
Porque a esquerda prefere atacar empresários, igrejas e conservadores, mas faz vista grossa quando os negócios envolvem figuras que ajudam a manter sua agenda no poder.
O caso do Banco Master é simbólico.
O escritório da esposa de Alexandre de Moraes fechou contrato de R$ 129 milhões com o banco de Daniel Vorcaro.
O escritório nega irregularidades, mas o valor e o contexto levantam suspeitas óbvias na opinião pública.
Toffoli, por sua vez, teve ligação empresarial com o resort Tayayá, em negócio de R$ 35 milhões envolvendo fundo ligado ao mesmo banqueiro.
Ele diz que nunca teve relação financeira com Vorcaro, mas a coincidência não convence quem já está desconfiado de tudo.
Por que o povo está engasgado com o STF?
Porque vê censura, decisões políticas, prisões seletivas e, ao mesmo tempo, notícias de contratos e jatinhos sem nenhuma consequência real.
Por que chamam isso de ataque à democracia?
Porque qualquer crítica ao STF é rotulada como “golpismo”, o que serve para blindar ministros de questionamentos legítimos sobre conduta, negócios e limites de poder.
Gilmar Mendes também entra na mira com o famoso “Gilmarpalooza”, o Fórum Jurídico de Lisboa, que teve eventos paralelos e despesas de autoridades bancados pelo mesmo Banco Master, além de outro evento em Londres.
Quando Zema fala em “banqueiro bandido” e “todos enriquecendo”, ele está justamente conectando o que a imprensa mostra em partes com a sensação geral de impunidade no topo.
Por que a esquerda defende tanto o STF?
Porque hoje o STF é o grande fiador do projeto de poder da esquerda, segurando pautas, blindando aliados e enquadrando adversários conservadores.
Por que Zema fala em impeachment agora?
Porque ele sabe que o eleitor está cansado de discurso vazio e quer ver alguém propondo uma saída concreta: renovar o Senado para ter maioria disposta a enfrentar ministros que passaram de todos os limites.
Gilmar já reagiu e entrou com ação contra Zema por suposta calúnia, por causa de vídeos com fantoches representando ele e Toffoli.
Ou seja: ministro do STF, citado em reportagens sobre banco, resort e eventos, corre para a Justiça contra quem o critica.
A mensagem é clara: pode falar de qualquer um, menos deles.
Até quando o Brasil vai aceitar isso?
Até o dia em que o eleitor decidir, nas urnas, trocar senadores omissos por gente disposta a usar o poder constitucional de frear abusos do STF.
No fim, a fala de Zema não é só um ataque isolado.
É o retrato de um Brasil cansado de ver STF agindo como poder absoluto, enquanto contratos milionários, jatinhos e eventos luxuosos viram apenas notas de rodapé.
Quando um presidenciável chama três ministros de “frutas podres”, não é exagero: é o grito de quem sente que a conta da impunidade finalmente chegou.