Um candidato ao governo do Rio de Janeiro resolveu fazer o que a esquerda e a velha política nunca tiveram coragem: assumir, em público, que o estado está dominado pela “soberania do fuzil” e que isso só continua porque há uma mistura de covardia cúmplice com frouxidão farcesca nas políticas de segurança.
André Marinho, do partido Novo, apresentou um plano de segurança inspirado diretamente na doutrina de “Elite da Tropa”, que deu origem ao filme Tropa de Elite, e colocou na mesa uma promessa clara: virar o jogo contra o crime organizado no Rio.
Enquanto governos anteriores gastaram anos em discursos vazios, relatórios coloridos e “planos integrados” que não saem do papel, Marinho montou uma equipe formada por quem já esteve no front de verdade.
O comando da área de segurança fica com Rogério Greco, ex-secretário de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais, ao lado de nomes como o Coronel André Batista, inspiração para o personagem Mathias de Tropa de Elite, Alessandro Visacri, especialista em crime transnacional, além de Rodrigo Pimentel, Roberto Motta e o procurador Marcelo Rocha Monteiro.
E aí vem o lema que já cutuca diretamente o discurso frouxo da esquerda: “sai fuzil e entra Brasil”.
Não é tese acadêmica, não é papo de ONG, não é seminário em auditório climatizado.
É enfrentamento direto ao crime, com foco em resultado, e com gente que conhece a realidade das ruas, das favelas e das fronteiras.
covardia estatal até quando?
A resposta é dura: até o eleitor decidir que não aceita mais governo que passa pano para bandido e engessa polícia com ativismo judicial e burocracia ideológica.
Quem acompanha o Rio sabe: há anos o estado vive sob domínio de facções e milícias, enquanto parte da classe política posa de “defensora dos direitos humanos” e ataca justamente quem arrisca a vida – o policial na ponta.
Marinho foi direto ao ponto ao criticar instâncias da Justiça que, na visão dele, sabotam o potencial das polícias.
É exatamente o que o cidadão comum sente, mas quase ninguém tem coragem de dizer em voz alta.
por que polícia é sabotada?
Porque uma parte do sistema de Justiça e da política comprou a narrativa de que endurecer contra o crime é “violência do Estado”, enquanto fechar os olhos para o tráfico armado seria “sensibilidade social”.
O plano apresentado tenta romper com essa lógica.
Em vez de mais papel, mais decreto e mais reunião, a proposta é atacar a estrutura do crime organizado com inteligência, integração real e respaldo jurídico para a ação policial.
E isso, claro, bate de frente com anos de discurso progressista que tratou bandido como vítima da sociedade e policial como suspeito permanente.
quem tem coragem de bancar?
Quem topa enfrentar o custo político de dizer que o problema não é falta de dinheiro, e sim excesso de ladrão e desperdício dentro do próprio Estado.
Marinho não fugiu da pergunta mais incômoda: como pagar por tudo isso num Rio quebrado?
Em vez de prometer dinheiro mágico de Brasília, ele trouxe dois nomes para o plano econômico: Paulo Rabello de Castro, ex-presidente do BNDES e do IBGE, e Cristiane Schmidt, responsável pela reforma administrativa que saneou as contas de Goiás no governo Ronaldo Caiado – um governador respeitado pela direita justamente por arrumar a casa sem cair no populismo.
rio não tem dinheiro mesmo?
Tem, mas o dinheiro é drenado por corrupção, privilégios e má gestão, enquanto o cidadão fica refém do crime e do medo diário.
A ideia é simples e incômoda para a velha política: fazer uma revisão profunda da máquina pública, cortar desperdício, enfrentar corporações e interesses instalados, e liberar recursos para investimento pesado em segurança.
Ou seja, o oposto do que a esquerda costuma fazer, que é aumentar gasto, criar cargo, proteger aliados e depois culpar “a falta de recursos” por tudo.
por que citar tropa de elite?
Porque o filme virou símbolo de intolerância com bandido armado e com sistema podre que protege criminoso e persegue policial.
Ao se inspirar em “Elite da Tropa”, Marinho manda um recado direto ao eleitor cansado de ver o Rio virar cenário de guerra: chega de romantizar traficante, chega de demonizar polícia, chega de governo que tem medo de enfrentar facção.
É um aceno claro ao público conservador, que há anos pede uma política de segurança firme, técnica e sem mimimi ideológico.
modelo goiano funciona mesmo?
Sim, Goiás virou referência de ajuste fiscal e recuperação de capacidade de investimento sob a gestão de Ronaldo Caiado, com corte de privilégios e foco em resultado.
Ao usar Goiás como exemplo, o recado é: dá para arrumar as contas e, ao mesmo tempo, fortalecer segurança pública.
Não é teoria, é prática já testada em outro estado.
Isso desmonta a desculpa padrão de que “não tem dinheiro” para polícia, viatura, tecnologia e inteligência.
esquerda vai apoiar esse plano?
Dificilmente.
O plano bate de frente com anos de narrativa progressista que relativiza o crime e coloca a culpa sempre na sociedade, nunca no bandido.
A tendência é que parte da esquerda, do ativismo judicial e de setores da mídia tente rotular a proposta como “linha dura”, “militarização” ou qualquer outro rótulo pronto.
Mas é justamente esse tipo de reação que mostra o tamanho da ruptura: enquanto uns choram por “direitos” de quem anda de fuzil, o cidadão comum chora enterrando filho vítima de bala perdida.
stf vai atrapalhar de novo?
Se mantiver a linha de interferir em políticas de segurança e blindar narrativas progressistas, o risco de atrapalhar é real.
Nos últimos anos, vimos decisões que engessam operações, limitam ação policial em áreas dominadas por facções e criam um clima de insegurança jurídica para quem está na linha de frente.
Qualquer plano sério de segurança hoje precisa considerar esse fator: não basta ter polícia preparada, é preciso ter respaldo institucional para agir.
por que direita apoia endurecimento?
Porque a direita olha primeiro para a vítima, não para o criminoso, e entende que sem ordem não existe liberdade nem desenvolvimento.
O eleitor conservador está cansado de ver o Rio ser laboratório de experimento social da esquerda, enquanto o trabalhador pega ônibus com medo, o comerciante fecha mais cedo e a família vive trancada em casa.
Um plano que fala em “soberania do fuzil” e promete virar esse jogo toca exatamente nesse ponto de exaustão.
vai ser só discurso bonito?
A diferença será medida na prática: se o plano sair do papel, enfrentar corporações, bater de frente com o crime e resistir à pressão de ONGs, mídia militante e ativismo judicial.
Por enquanto, o que chama atenção é o contraste: enquanto muitos candidatos repetem o velho script de “política de segurança cidadã” e “diálogo com comunidades” sem enfrentar o poder armado, surge alguém dizendo, com todas as letras, que o problema é excesso de ladrão, covardia institucional e sabotagem da polícia.
rio aguenta mais quatro anos?
O Rio não aguenta mais quatro anos de faz de conta, de governo que finge que manda e crime que manda de verdade.
A sensação é clara: ou o estado escolhe um caminho de enfrentamento real, com gente técnica, experiente e disposta a comprar briga, ou continuará sendo vitrine da falência moral e política da esquerda e da velha elite fluminense.
O recado está dado.
Agora, é o eleitor que decide se quer continuar refém do fuzil ou se chegou a hora de, como diz o lema, tirar o fuzil e colocar o Brasil no comando.