Lula começa nesta sexta-feira uma maratona por redutos eleitorais do PT no Ceará, Bahia e São Paulo para reforçar palanques e oficializar sua candidatura à reeleição.
Enquanto o brasileiro enfrenta inflação, violência e desemprego, o presidente coloca toda a energia em convenções partidárias e acordos de bastidor.
É isso que o país precisava agora?
No Ceará, Lula vai empurrar a reeleição de Elmano de Freitas e puxar de volta Cid Gomes para o Senado, tudo para manter o controle do estado nas mãos da mesma turma de sempre.
Quantas décadas de PT e aliados no poder já não bastam para o Ceará?
Na Bahia, o cenário é ainda mais escancarado.
Lula vai subir no palanque de Jerônimo Rodrigues, outro governador do PT que busca reeleição, justamente no estado atingido pelo caso Master, que envolve nomes da legenda, inclusive Jaques Wagner, candidato à reeleição no Senado.
Por que o PT não fala claramente do caso Master?
MINI TÍTULO: Tour eleitoral escancarado
Lula não está fazendo “agenda institucional”, está fazendo campanha antecipada, usando a força do cargo para turbinar aliados e preparar o terreno para 2026. Onde fica a separação entre governo e campanha?
A estratégia é clara: concentrar forças nos maiores colégios eleitorais, como São Paulo e Minas, e blindar o domínio no Nordeste, onde o PT ainda se apoia para manter narrativa de “defensor do povo pobre”.
Mas, com tantos problemas no país, faz sentido priorizar palanque e convenção?
MINI TÍTULO: Máquina pública em jogo
Quando Lula cruza o país para fortalecer palanques, quem está cuidando da segurança pública, da economia e da saúde?
Quantas viagens são pagas com dinheiro público?
O discurso de “governo para todos” cai por terra quando se vê o presidente atuando como cabo eleitoral de luxo.
Se fosse um presidente de direita fazendo o mesmo, a reação da imprensa seria a mesma?
MINI TÍTULO: Nordeste como escudo
O PT trata o Nordeste como seu cofre eleitoral.
Lula sabe que, se mantiver esses redutos fechados, já entra na disputa com enorme vantagem.
Mas o que o povo nordestino realmente ganhou com tantos anos de PT?
Enquanto isso, casos como o Master na Bahia mostram que, quando o escândalo envolve petistas, o silêncio é quase total.
Onde está a indignação seletiva da esquerda agora?
MINI TÍTULO: Escândalo Master ignorado
Na Bahia, Lula vai posar ao lado de Jerônimo Rodrigues e Jaques Wagner, mesmo com o desgaste do caso Master rondando o partido.
Por que o PT não cobra explicações públicas e transparentes?
Se fosse um aliado de Bolsonaro envolvido em algo parecido, quantas manchetes diárias já teriam sido feitas?
MINI TÍTULO: São Paulo na mira
Depois do tour pelo Nordeste, Lula volta a São Paulo para oficializar sua própria candidatura.
Não é por acaso: o maior colégio eleitoral do país é o grande prêmio de 2026. O PT já lançou Fernando Haddad ao governo e agora tenta transformar o estado em base central do projeto de poder.
São Paulo vai aceitar ser laboratório do PT novamente?
Lula ainda planeja um ato em São Bernardo do Campo, resgatando a velha narrativa sindical, como se ainda fosse o “operário contra o sistema”.
Mas hoje ele é o sistema.
Faz sentido manter esse discurso depois de tantos mandatos e alianças com o centrão?
MINI TÍTULO: Projeto de poder
No fim, tudo aponta para o mesmo caminho: não é sobre governar melhor, é sobre não largar o poder.
Quantas vezes Lula prometeu “renovar a política” e agora se cerca dos mesmos caciques de sempre?
A cada nova convenção, a cada palanque armado, fica mais claro: o foco não é o Brasil, é a reeleição.
Até quando o brasileiro vai aceitar que a prioridade em Brasília seja sempre a próxima eleição, e nunca o próximo trabalhador?
Agora, as 10 perguntas que o público se faz ao ler tudo isso:
1. Lula está governando ou fazendo campanha?
Resposta: Pela agenda, ele está priorizando convenções, palanques e alianças eleitorais, deixando a sensação de que a campanha veio antes da gestão.
2. O Nordeste é usado só como curral eleitoral?
Resposta: A estratégia do PT mostra que o Nordeste é tratado como base garantida de votos, mais do que como região a ser realmente transformada.
3. O caso Master será realmente esclarecido?
Resposta: Até agora, o PT evita bater de frente com o escândalo, o que indica mais blindagem política do que vontade de transparência.
4. A imprensa trata Lula e a direita do mesmo jeito?
Resposta: Não.
Quando o alvo é a direita, a cobertura costuma ser muito mais dura; com Lula e o PT, o tom é bem mais suave.
5. A máquina pública está sendo usada politicamente?
Resposta: A presença do presidente em convenções e palanques de aliados, em plena pré-campanha, levanta essa suspeita com força.
6. São Paulo vai aceitar o domínio petista?
7. Lula ainda pode se dizer “contra o sistema”?
Resposta: Não faz sentido.
Depois de tantos mandatos, alianças e cargos, ele é parte central do sistema político que diz combater.
8. O povo está cansado dessa velha política?
Resposta: Sim.
A sensação geral é de desgaste, repetição de nomes e promessas não cumpridas, tanto na esquerda quanto na velha política em geral.
9. A prioridade é o Brasil ou a reeleição?
Resposta: Pela agenda e pelos movimentos atuais, a prioridade evidente é a reeleição de Lula e de seus aliados.
10. Até quando a esquerda terá tratamento diferente?
Resposta: Enquanto não houver pressão forte da sociedade e da oposição, a seletividade na cobrança e na indignação deve continuar.